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Setor agrícola pede solução sobre a falta de crédito rural

Presidente da FAEP enviou um ofício, nesta semana, para a ministra da Agricultura, pedindo a intervenção 


Com o temor que a falta da disponibilidade de crédito rural venha a prejudicar o setor agrícola, o presidente da Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep), Ágide Meneguette, enviou um ofício à ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, solicitando interveniência junto aos bancos oficiais e ao Ministério da Economia. No documento, o presidente da Faep ressalta a preocupação dos produtores rurais com a indisponibilidade de recursos para financiamento de custeio e investimentos nos bancos oficiais. 

Um dos fatos que ocorre, especialmente no Paraná, é que o clima não foi nada favorável para a primeira safra de verão 2018/2019, iniciada em setembro, e envolve, em sua maior parte, os produtores de soja, principal cultivar do Estado do Paraná, que ocupa a maior área plantada. Em alguns casos mais ao norte, as perdas chegam a 40% na produção do grão. “Esse fato pode prejudicar a safra atual, que já vem sofrendo os efeitos da seca e pode impactar negativamente no plantio de inverno”, afirmou Meneguette, no documento. 

A produção menor reflete na obtenção mais baixa de recursos pelos produtores, que precisarão de financiar mais recursos para honrar seus compromissos e adquirir os insumos para a safra de inverno. “Precisamos do crédito rural para desenvolver todas as atividades. Temos a perspectiva de perdas, porque neste ano devemos ter nova quebra, e o produtor tem que arcar com esse tipo de prejuízo e manter a sua atividade”, reforça Gustavo Ribas Netto, produtor rural e presidente do Sindicato Rural de Ponta Grossa. Além de auxiliar na melhoria da produtividade, os recursos do crédito rural incentivam os pequenos produtores, proporcionando geração de renda às famílias e mais qualidade de vida no campo.

Esse problema, contudo, não é específico do atual momento, informa Ribas Netto. “De modo geral, o produtor sofre constantemente. Por exemplo, ele toma crédito em revendedores de produtos agrícolas porque não conseguiu em outro lugar. E lá, está pagando mais caro”, lamenta Ribas Netto.


Produtores buscam menor taxa

Diante do ofício, Gustavo Ribas Netto faz alguns apontamentos, sobre o que seriam as condições ideais quanto ao crédito rural. “Menor taxa de juros e prazos mais alongados. E o produtor pequeno precisa de um apoio maior na comercialização, porque tem uma economia de escala menor”, declara o produtor rural e líder sindical. “Precisamos da sensibilidade da ministra, que conhece o setor. Sabe onde baixar os juros e onde dilatar os prazos”, concluiu.


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