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Professores cobram novo calendário acadêmico da UEPG

Calendário foi suspenso em 9 de julho e retomado no dia 25 do mesmo mês

O término da suspensão do calendário universitário da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), aprovado pelo Conselho Universitário (CoU) na reunião em 25/07, provocou uma série de dúvidas e incertezas quanto à situação e funcionamento do ensino aos estudantes, professores e servidores. A diretoria do Sindicato dos Docentes (Sinduepg/Andes) espera, que nos próximos dias, a Pró-Reitoria de Graduação (ProGrad) esclareça a confusão gerada com a sequência de notas, diante da ausência de um calendário unificado, e frente à manutenção da greve aprovada em assembleia geral pelos Professores em 24/07. 

As dúvidas, que preocupam estudantes e professores, decorrem de uma sequência de comunicados divulgados pela ProGrad, após a decisão do Conselho Universitário. Na quinta-feira (25/07), a ProGrad expediu nota com pedido aos professores para que, tão logo sejam retomados os calendários, lancem avaliações e atividades no sistema da instituição. Não esclareceu, no entanto, como ficam os dias em que o calendário ficou suspenso pela Universidade e tampouco explicou a situação da greve, aprovada em assembleia docente, e que a mesma reitoria assegura respeitar o direito de paralisação dos trabalhadores.

Na noite da sexta-feira (26/07), embora feriado em Ponta Grossa, a ProGrad divulgou outro comunicado, no portal da UEPG, como “esclarecimento sobre a reabertura dos calendários e aulas na segunda (29)”, em que afirma que a retomada “depende da adesão ou não de cada professor à greve”. E, em seguida, diz que “para saber se haverá aula, o estudante deve entrar em contato diretamente com o professor”.

Causa estranheza tal orientação, uma vez que a decisão pela greve nas sete universidades estaduais do Paraná (UEL, UEM, UEPG, Unioeste, Unicentro, Unespar e UENP) tem aprovação legal de assembleia geral de professores, a partir de entidades sindicais reconhecidas. "Estabelecer que cada professor deve comunicar os estudantes, gera embaraço generalizado e cria um clima de supostas escolhas isoladas, como se os problemas que levaram à greve – reposição das perdas salariais de 17,04%, realização de concurso público docente, dentre outros pontos – fossem individuais e não coletivos, que afetam todas as universidades”, explica o assessor jurídico do Sinduepg, Paulo Eduardo Rodrigues. 

“É preciso que a administração da UEPG esclareça, efetivamente, a situação que gerou muita dúvida e questionamento, inclusive porque acreditamos que a reitoria respeita o direito de greve dos professores”, diz o presidente do SINDUEPG, Marcelo Ubiali Ferracioli. A expectativa da diretoria do Sinduepg é de que a administração da Universidade realize nova reunião do Conselho Universitário para aprovar novo calendário, que foi suspenso em 9 de julho com efeito retroativo a 27 de junho, e retomado em 25/07/2019, porém sem considerar o tempo de suspensão e tampouco o fato de que os professores da UEPG mantêm a greve, da mesma forma que os docentes das demais universidades estaduais do Paraná.

Com informações da Assessoria de Imprensa

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