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Tombamentos de imóveis preservam a história local

Nesta segunda (30) Ponta Grossa terá uma sessão solene de tombamento de patrimônios culturais

A história de uma cidade está para além dos livros didáticos, das paredes dos museus ou de centros de documentação. A história também está nas ruas e no povo, pois é nas ruas que a história acontece. Com o intuito de resguardar e a história de um lugar e preservar a memória de um povo é que acontecem os tombamentos de prédios, fachadas, sítios e tradições por todo o país.

O diretor do Departamento de Patrimônio Cultural da Fundação Municipal de Cultura, Alberto Portugal, explica que o processo de tombamento é fundamental para a proteção da história da cidade. “Através deste instrumento de proteção é possível garantir que construções icônicas da cidade permaneçam compondo a paisagem urbana, continuem contando a história do povo e da cidade de Ponta Grossa”, completa.

Niltonci Chaves, historiador e diretor do Museu Campos Gerais, explica que preservar o patrimônio mantém viva a história, a tradição e a identidade de uma nação, de uma cidade ou de um povo. “Nenhuma sociedade se constrói e se reconhece a partir do presente, pelo contrário, as sociedades se constituem a partir daquilo que aconteceu no passado. Evitar a demolição de um prédio histórico, manter vivo um conjunto de lendas, valorizar práticas culturais, promover festas ou rituais ligados a uma gastronomia típica, são formas de garantir a manutenção e a preservação do patrimônio histórico”, reforça.

De acordo com o Decreto-Lei nº 25, o Patrimônio Cultural é o conjunto de bens móveis e imóveis existentes no país e cuja conservação é de interesse público, por vinculação a fatos memoráveis da história do Brasil, excepcional valor arqueológico ou etnográfico, bibliográfico ou artístico. São também sujeitos a tombamento monumentos naturais, sítios e paisagens que importe conservar e proteger pela feição notável com que tenham sido dotados pela natureza ou criados pela indústria humana.

“A preservação do patrimônio é uma prática que deve ser abraçada pela sociedade como um todo. No caso do tombamento de imóveis, os conselhos municipais, estaduais ou federais são instâncias que obrigatoriamente participam desse processo. No entanto, não adianta simplesmente tombar um imóvel sem que a população que usufrui desse bem material não compreenda o seu significado e o significado da sua preservação”, ressalta Niltonci.

 

Sessão pública de tombamento acontece nesta segunda, 30

Para um imóvel ser declarado como patrimônio histórico e cultural em Ponta Grossa, a decisão passa por várias etapas, culminando, por último, numa Sessão Pública de Tombamento. Na próxima segunda-feira, 30 de setembro, cinco importantes imóveis da cidade poderão ser tombados, em uma sessão que acontece às 19h, no Cine-Teatro Ópera, com participação aberta a qualquer interessado. A reunião terá a presença dos conselheiros do Conselho Municipal do Patrimônio Cultural (Compac) e dos proprietários dos imóveis, e será transmitida ao vivo pela página no Facebook da Prefeitura de Ponta Grossa. Estarão em votação, pela primeira vez, dois imóveis de arquitetura modernista, sendo um de autoria do renomado arquiteto Vilanova Artigas e outro de Miguel Juliano.

 Com Informações da Assessoria de Imprensa

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