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Justiça ouve jovem espancada pelo ex-marido em PG

Franciele Gonçalves foi agredida pelo ex-companheiro em novembro do ano passado. João Carlos dos Santos está preso

O Poder Judiciário inicia o julgamento de João Carlos dos Santos nesta quarta-feira (12). O rapaz foi acusado pelo Ministério Público (MP-PR) por tentativa de homicídio com duas qualificadoras por meio cruel e por feminicídio. De acordo com a denúncia do MP, João tentou matar a ex-namorada, Franciele Cristina Gonçalves, no dia 3 de novembro do ano passado. A jovem sobreviveu, mas sofreu uma série de danos causados por um acidente vascular cerebral (AVC). 

De acordo com o advogado Fernando Madureira, representante da Franciele e assistente de acusação do Ministério Público, a audiência serviu para que a vítima e testemunhas da acusação fossem ouvidas. “A Franciele ficou com sérios problemas de locomoção, com o lado esquerdo do corpo paralisado e ainda terá que fazer mais uma cirurgia”, contou Madureira. “Esse crime bárbaro não pode ficar impune”, disse Fernando.

Entre as testemunhas de acusação ouvidas estão a mãe de Franciele e uma prima da garota que foi a primeira pessoa a resgatá-la. O agressor e a vítima foram por oito anos e estavam separados há um ano e seis meses. Já o advogado responsável pela defesa de João, Arauna Antenor Rodrigues, destacou que esse é o momento do rapaz apresentar a versão dele sobre os fatos - João está preso no Hildebrando de Souza

Araúna destacou que o julgamento será a oportunidade de “contraditar” a versão sobre o caso. Antenor sustenta a tese de que não houve agressão da parte do réu, mas sim uma discussão entre João e Franciele, seguida de empurra-empurra. A defesa diz que a jovem teria caído e batido a cabeça, causando o AVC. 

Já sobre a presença de gasolina na cena, Araúna informou que João teria caído de moto e, por isso, suas roupas estavam encharcadas de gasolina que vazou do veículo após o acidente. Essas informações sobre o caso já teriam sido apresentadas pelo próprio João Carlos no depoimento prestado à Polícia Civil.

Uma próxima audiência será marcada, desta vez para que João seja ouvido e também para que as testemunhas de defesa sejam sabatinadas. Após testemunhas de acusação e defesa serem ouvidas, a magistrada responsável pelo caso vai decidir se João vai à Júri Popular ou não.

O crime

O crime foi cometido na rua Lambari, na região do Cará-Cará. Segundo a denúncia, João desferiu chutes na cabeça e teria jogado gasolina no corpo da garota. Os golpes desferidos pelo rapaz causaram graves lesões corporais na vítima. A investigação apontou ainda que o rapaz teria jogado gasolina no corpo de Franciele, “causando dor e sofrimento exacerbados”, como descreve a denúncia. A afirmação é questionada pela defesa do réu.

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