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Mulheres ocupam liderança em empresas da região

Setor industrial, que antes empregava principalmente os homens, hoje apresenta crescimento no número de colaboradoras e líderes mulheres

Ao longo dos anos a representatividade feminina dentro das empresas era quase que nula, ainda mais quando se levava em conta as indústrias. Porém a sociedade muda e impacta na geração de emprego em todos os setores como a indústria e comércio, por exemplo. Em todo o Paraná, apenas 32% dos 609 mil trabalhadores da indústria são mulheres, segundo dados da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep). Mas em algumas fábricas a balança já está quase equilibrada. Na Alegra, indústria de alimentos de carne suína, dos 1.500 colaboradores, 46% são mulheres. Também na empresa, a presença feminina pode ser vista em todos os setores da indústria, com destaque para a linha de produção e o setor comercial. Na liderança, 18 mulheres ocupam cargos de supervisão e coordenação.

Ainda de acordo com a pesquisa da Fiep, em números absolutos, o setor de alimentos é o que mais emprega mulheres, com 69 mil empregadas. Seguido por confecções e artigos do vestuário, com 41 mil, e de fabricação de móveis com 9 mil.

No setor do comércio os números também mostram uma elevação no quadro de funcionárias das empresas. Nas Lojas Havan, empresa de vendas de departamento com unidade em Ponta Grossa, as mulheres ocupam 62% dos mais de 900 cargos de liderança na empresa, e 80% dos 22 mil colaboradores do quadro geral da empresa são mulheres.

De acordo com dados do IBGE, mais de 40% das vagas gerenciais, nas empresas brasileiras, já são ocupadas por mulheres. Em 1950, elas não representavam nem 14% da força de trabalho.

Os números da Fiep mostram que o público feminino é maior na graduação a distância, 56%, e na graduação presencial do IEL, 54% do total de alunos. De acordo com a Federação, isso é um indicativo que as mulheres estão dispostas a estudar mais e se aperfeiçoar para ter mais estabilidade na profissão. O resultado seria uma rotatividade menor no setor e uma tendência de buscarem evoluir dentro da própria empresa. 

Funcionárias destacam papel desempenhado

Há quatro anos na Alegra, a assistente de exportação Patrícia Stockler, de 25 anos, vê uma tendência de aumento na representatividade feminina dentro da indústria. “Desde que eu entrei, tive um crescimento dentro da empresa. Hoje em dia as mulheres estão se profissionalizando mais e conquistando novos espaços no mercado”, destaca. Sandra Inês Pickler, analista de recrutamento e seleção das Lojas Havan, declara que na Havan teve a oportunidade de apresentar o seu trabalho. "Consegui contribuir para o crescimento da empresa e para o meu crescimento profissional. Na função que exerço atualmente, eu pude me adaptar a diversas realidades", aponta.

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