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Bispo exalta desenvolvimento de PG e aponta desafios

Dom Sérgio fala da importância do trabalho da Igreja Católica para o desenvolvimento de Ponta Grossa e pontua importantes ações para beneficiar os menos favorecidos

Para o bispo Dom Sérgio Arthur Braschi, a comunidade católica ainda tem uma participação decisiva no desenvolvimento de Ponta Grossa, que comemora 197 anos de fundação nesta terça-feira (15). ‘Realizamos ações de promoção à vida, acesso a projetos de resgate social e ações de acolhimento a pessoas em situação de rua, aos que buscam a sobriedade e também a idosos, crianças e adolescentes que se encontram em risco de vulnerabilidade’, comenta.

Dom Sérgio diz que a fé católica, através das famílias dos tropeiros e dos primeiros habitantes da região, sempre esteve inserida nesse contexto. Sobre os 197 anos da cidade, o bispo ressalta que o desenvolvimento é notável, mas há espaço para crescer. ‘É necessário investimento na infraestrutura nos bairros mais distantes, conferindo condições melhores de vida aos marginalizados e excluídos, que precisam ter voz e necessitam viver com dignidade, como filhos de Deus que são’, observa.

Acompanhe os principais tópicos da entrevista concedida ao Portal aRede e ao JM pelo bispo Dom Sérgio:


JM - Como a igreja contribui para o desenvolvimento de Ponta Grossa?

Dom Sérgio -  A comunidade católica representa uma grande parcela da população, participando de importantes ações de promoção à vida, acesso a projetos de resgate social e ações de acolhimento a pessoas em situação de rua, aos que buscam a sobriedade e também a idosos, crianças e adolescentes que se encontram em risco de vulnerabilidade.

 

JM - Quais os pontos positivos da cidade?

Dom Sérgio - Ponta Grossa possui uma localização privilegiada, que desde os primórdios favoreceu o desenvolvimento econômico, industrial e populacional. A fé católica, através das famílias dos tropeiros e dos primeiros habitantes da região, sempre esteve inserida nesse contexto. A própria cidade, aliás, teve como berço a Paróquia Sant'Ana (hoje Catedral), fundada em 15 de setembro e que se aproxima agora dos seus 200 anos. Do alto da colina, onde o povoamento de Ponta Grossa começou, simboliza essa presença do Povo de Deus, que abençoa, acompanha e se faz suporte de esperança e fé no trilhar dessa caminhada histórica.

 

JM - Onde a cidade precisa avançar?

Dom Sérgio -  Como todas as cidades do Brasil, Ponta Grossa precisa aprimorar as políticas públicas de atenção à saúde e assistenciais, para que as entidades sociais tenham as ferramentas necessárias para atender a população mais necessitada. Portanto, investimento na infraestrutura nos bairros mais distantes, conferindo condições melhores de vida aos marginalizados e excluídos, que precisam ter voz e necessitam viver com dignidade, como filhos de Deus que são.

 

JM - Qual é o número de igrejas na cidade?

Dom Sérgio - Na cidade temos 23 Paróquias, com suas igrejas matrizes. Contudo, várias delas têm outras comunidades (Capelas), onde a população local se reúne para a formação na fé e a celebração da vida, tanto nos bairros da periferia como na zona rural. No Município de Ponta Grossa são aproximadamente 146 locais de culto, entre Matrizes e Capelas.

 

JM - O ponta-grossense é um povo de fé?

Dom Sérgio -  Estou há 17 anos em PG, e desde o início do meu pastoreio (setembro de 2003) sempre me impressionou a devoção das pessoas, uma fé simples, mas que se traduz na presença transformadora da sociedade. Ser católico em Ponta Grossa não é simplesmente ir à igreja semanalmente: é estar presente nas escolas, nas entidades de classe, nas lideranças da cultura local e mesmo da política, como aquele fermento, do qual falava Jesus. Isso me enche de alegria...

 

JM - Como a igreja está atuando no enfrentamento da pandemia?

Dom Sérgio - Nossas comunidades são atuantes e mesmo diante da pandemia não esmorecemos na profissão de nossa fé; pelo contrário, nos reinventamos, nos fortalecemos. Nossas comunidades souberam usar da criatividade para alcançar os fiéis, ainda que as condições fossem totalmente adversas e em meio a uma situação jamais enfrentada. Padres, diáconos, religiosos e leigos (as) superaram limites para levar a Palavra onde ela precisa chegar, saindo dos templos, ganhando as redes sociais, hoje, instrumento importante de evangelização.

 

JM - Como a Diocese, na iminência do centenário, planeja sua atuação nos próximos anos?

Dom Sérgio - Evidente que estamos diante de dois horizontes muito bonitos e inspiradores: em 2023, os duzentos anos da Paróquia Catedral e, em 2026 o centenário da diocese de Ponta Grossa. A Diocese é maior, são 17 municípios que congregam praticamente os Campos Gerais (46 paróquias e mais de 640 comunidades...). Mas falando de nossa cidade em festa, a aproximação do bicentenário da Paróquia Catedral Sant’Ana, que é a igreja-mãe, origem de toda essa presença histórica na região, é bonito vermos que coincide com os duzentos anos da cidade.

 

JM - Sobre a inclusão social, como acontece a ação da Igreja Católica?

Dom Sérgio - Isso nos remete ao que deve sempre ser a Igreja Católica: um povo em unidade, em comunhão, servindo a todos com grande anseio de inclusão, para além das diferenças.

Só seremos capazes de viver o que o Evangelho nos pede se fortalecermos nossas comunidades através de ações pastorais integradas e que busquem promover a paz e os direitos humanos. Viver a fé é permitir que todos, sem exceção, exerçam a sagrada condição de filhos de Deus. E a ação dos seus agentes deve ser também uma ação política cristã não partidária, em uma postura de serviço, diálogo, respeito à dignidade humana, compaixão, busca da justiça e do bem comum, e cuidado com o meio ambiente.

Isso é o que nos propomos continuar vivendo e construindo para a nossa querida Ponta Grossa.

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