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Família de professora contesta pedido de exame de insanidade

Filho de Luciane Ávila aponta que Marcelo, acusado do crime ocorrido em dezembro de 2019, nunca apresentou problemas psiquiátricos e pede justiça

A família da professora Luciane de Ávila, assassinada em frente a uma escola na Avenida Anita Garibaldi, contestou o pedido do acusado de matar a própria esposa, Marcelo de Ávila, para ser submetido a um exame de sanidade mental. Segundo a defesa, o pedido acatado pelo Juizado de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher, com determinação para encaminhamento ao Complexo Médico Penal de Pinhais, na região metropolitana de Curitiba.

Segundo o filho da vítima, Lucas Cedric Ávila, o advogado da família informou que seria provável que a defesa do acusado tentaria este recurso para não ir a júri popular. “Ficamos preocupados e um tanto quanto revoltados, mas nosso advogado, que tem nos mantido atualizado sobre o desenrolar do processo, nos acalmou”, aponta Lucas sobre a situação que, caso seja confirmada em laudo médico que Marcelo tem doença mental, não iria a júri e passaria a um internamento de tratamento psiquiátrico.

Lucas, que é filho de Marcelo, disse que todos conhecem Marcelo e pontua que ele não tem os problemas apresentados pela defesa. “Muito pelo contrário: revendo as atitudes dele nas últimas semanas e dias antes dele assassinar minha mãe, pode-se perceber que ele planou tudo que faria”, aponta.

A informação repassada pela família é que ele mantinha a mesma rotina por cerca de 12 anos, junto aos filhos. Ainda, cita que houve a premeditação ao apontar que Marcelo seguia Luciane para saber se estava em seu carro, ou mesmo trabalhando como motorista de aplicativo para saber qual seria o momento de fazer o ataque. Ainda, pontua que a mãe o acusado sabia que ela trabalhava na escola e se importava, de coração, com seus alunos.

“Temos fé que não será feita essa injustiça. Esse é um dos poucos recursos que ele tem. Uma atrocidade dessa não pode ficar impune. Como disse, o conhecíamos muito bem, sabemos que ele não é um caso psiquiátrico e sim um caso de maldade, covardia e possessão. Estamos trabalhando com nosso advogado que vai atuar junto com o promotor recolhendo provas, cartas, áudios e tudo que possa somar em favor da justiça”, aponta Lucas.

Por fim, o filho da vítima faz questão de lembrar da sua mãe e cita o pedido da família no processo. “A memória e o nome de uma mulher bondosa e amorosa como o de minha mãe tem que ser honrada. E, por isso, clamamos por justiça”, conclui.

Relembre o caso

No início da tarde de 4 de dezembro de 2019, Luciane de Ávila chegava até uma escola na Avenida Anita Garibaldi quando foi surpreendida pelo esposo. Armado com faca, ele desferiu vários golpes na professora, que morreu ainda no local. O crime foi cometido na frente do filho do casal, que escapou ileso. Uma terceira pessoa que tentou intervir para salvar a vida da professora também foi esfaqueada, mas se recuperou.

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