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Copel trocou 3 mil postes quebrados por veículos em 2020

Ao longo do ano foram 3.131 postes quebrados por veículos na área de concessão da distribuidora de energia

O distanciamento social imposto pela pandemia do novo coronavírus, que reduziu o fluxo de trânsito em parte do ano passado, não foi suficiente para frear o número de batidas em postes da rede elétrica da Copel. A média de acidentes foi praticamente idêntica à observada nos últimos três anos, na casa dos 8,5 postes abalroados todos os dias, no Paraná.

Ao longo do ano foram 3.131 postes quebrados por veículos na área de concessão da distribuidora de energia, quantidade que seria suficiente para construir novas redes numa extensão de mais de 180 quilômetros. Os municípios com maior número de acidentes registrados foram Curitiba (330), Maringá (198), Londrina (190), Ponta Grossa (110), Cascavel (97), São José dos Pinhais (96), Arapongas (47), Apucarana (46), União da Vitória (39) e Colombo (38). 

De acordo com a superintendente de Manutenção da Copel, Andrea Cristina Brotto Bertolin, a companhia tem buscado minimizar os impactos causados por esse tipo de dano ao fornecimento. “Temos investido muito em tecnologia de automação para reduzir a extensão dos impactos aos nossos clientes, reduzindo o tempo de indisponibilidade de energia. Mas quase sempre que uma estrutura é atingida haverá algum tipo de interrupção, pois esta é uma questão de segurança", explica a engenheira.

Ela ressalta ainda que a manutenção nesses casos é complexa: dura em média quatro horas por estrutura afetada. Os custos de readequação em caso de avaria nas estruturas variam de acordo com o tipo do poste e os equipamentos instalados. Em 2020, a média por ocorrência foi calculada em R$3.870, valor que é cobrado do responsável pela batida.

SEGURANÇA – A orientação para quem se envolve em um acidente em que eventualmente a fiação elétrica possa estar em contato com o veículo é de permanecer dentro dele até ter certeza de que a energia foi desligada. O contato com a Copel deve ser feito pelo número 0800 51 00 116.

Caso haja princípio de incêndio ou outra consequência extrema que obrigue motorista e passageiros a abandonar o veículo, o mesmo deve sair calma, sem encostar na parte externa do veículo, dar um salto com os pés unidos, e ir se distanciando do veículo sempre em saltos com os pés unidos. O mesmo vale para produtores rurais que operam maquinário alto no campo. A razão desta orientação é a chamada “tensão de passo”, que promove a circulação de corrente elétrica pela diferença de potencial que ocorre entre as pernas de uma pessoa em contato com o chão energizado.

Com informações da assessoria

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