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Classe irá parar caso Governo não atenda às reivindicações

Caminhoneiros pedem alteração no reajuste do diesel, piso mínimo para os fretes, aposentadoria especial e fiscalização da ANTT

Dois anos e oito meses do encerramento da última paralisação, em 30 de maio de 2018, os caminhoneiros de todo o Brasil entrarão em greve a partir dessa segunda-feira, 1º de fevereiro. O Conselho Nacional de Transportes Rodoviários de Cargas (CNTRC) sinalizou que possui 40 mil afiliados em 22 estados brasileiros que irão parar caso o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), não cumpra os pedidos da categoria.

Mas, afinal, o que deseja a classe? Entre as principais reivindicações estão os preços dos combustíveis, que devem ser reajustados no mínimo a cada seis meses. Atualmente, conforme explicou o presidente da Associação Nacional de Transporte do Brasil (ANTB), Jose Roberto Stringascida, o ajuste do diesel, principal insumo dos caminhoneiros, é semanal.

O cenário atual vem de encontro com um reajuste de 5% no preço da gasolina e a estimativa de aumento de 4,4% no diesel, praticado pela Petrobras nesta última semana de janeiro. Apenas em 2021, a gasolina subiu 13,4%. Já no ano passado, entre os dias 14/01 a 29/12, o preço do diesel praticado nas refinarias variou para baixo: queda de 16,59%.

Os pedidos da categoria ainda têm outros pontos. Uma aposentadoria especial, além de estabelecer um piso mínimo para os fretes e ações mais assertivas da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), em relação à fiscalização, também fazem parte das reivindicações da classe.

A posição de Bolsonaro em relação ao tema teve dois momentos: o pedido para que a classe não paralisasse as atividades e, na quarta-feira (27), o anúncio que iria reduzir o PIS/Confins, tributo que atinge diretamente o preço do óleo diesel. O Ministério da Infraestrutura divulgou uma nota apontando que não havia identificado nenhuma entidade de classe que falasse em nome do setor, com declarações feitas em relação aos caminhoneiros são de dirigentes isolados.

Ponta Grossa, com o maior entroncamento rodoviário do Paraná, e um dos principais do país, terá uma posição estratégica na greve dos caminhoneiros, caso ocorra. Assim como em 2018, o deslocamento de muitos veículos para abastecimento de serviços essenciais, como insumos para instituições de saúde, passava em grande parte pelas rodovias ponta-grossenses.

Relembre

Em 2018 os impactos da greve dos caminhoneiros, que paralisaram por 10 dias (de 21 a 30 de maio), trouxe desabastecimento em vários setores com destaque aos supermercados, falta de combustível nos postos e um diálogo incessante com o Governo Federal, à época presidida por Michel Temer.

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