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Agentes penitenciários entram em greve no final do mês

Agentes penitenciários do Paraná decidiram que irão deflagrar greve geral a partir do dia 29 de setembro. A decisão foi tomada em assembleia organizada pelo Sindicato dos Agentes Penitenciários do Paraná (Sindarspen) na manhã de ontem (17) em Curitiba.

Cerca de 300 agentes participaram do encontro, que ocorreu na Praça Nossa Senhora Salete – próximo à sede do governo do estado. Segundo informações do Sindarspen, todos votaram a favor da paralização.
Dentre as exigências da categoria estão o reforço por segurança dentro dos presídios, a construção de novos presídios no Paraná, o envio do projeto de lei para a Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) que amplia o quadro de efetivo dos agentes penitenciários, além de aposentadoria especial, Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) e outros benefícios.

A vice-presidente do Sindarspen, Petruska Niclevisk, afirma que atualmente quase não existe segurança tanto para os agentes penitenciários do estado quanto para os encarcerados. “Estamos com medo de trabalhar. Ninguém sabe se volta para casa no fim do expediente. Chegamos ao ponto de não ter certeza se sairemos vivos após um dia de trabalho”, ressalta a vice-presidente.

Petruska enfatiza que a única possibilidade da greve não ser deflagrada seria se o governo exibisse mudanças concretas no plano carcerário. “Precisamos de mudanças efetivas. Não queremos ensinar o governo a gerir o sistema. Precisamos de algo concreto, não adianta só falar que haverá mudanças”, diz.
A Secretaria de Estado de Justiça, Cidadania e Direitos Humanos (Seju) disse que não vai comentar o fato antes de ser oficialmente notificada. Segundo Petruska, a notificação oficial deve acontecer nos próximos dias, quando foram definidos alguns pontos básicos da paralisação, como o horário e porcentagens de agentes penitenciários durante a greve.

MOTIVO
PR registra cinco rebeliões no mês
A greve dos agentes penitenciários foi sinalizada logo após os presidiários da Penitenciária Estadual de Piraquara II (PEP II) iniciarem um novo motim – o quinto do estado em cerca de 30 dias. Além de duas rebeliões na PEP II, detentos da Penitenciária Estadual de Cascavel, da Cadeia Pública de Guarapuava e da Penitenciária Estadual de Cruzeiro do Oeste (Peco) já se rebelaram desde o mês de agosto.

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