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Apreensões de contrabando na região superam R$ 21 mi

Valor apreendido na região já supera o registrado em todo 2018. Balanço foi divulgado pela Receita Federal


Localização estratégica no Brasil, como um meio de ligação entre os maiores centros da economia brasileira e o Mercosul, a região dos Campos Gerais é rota de transporte entre municípios e estados. Porém, além de produtos legais, há a passagem de produtos irregulares, contrabandeados, proibidos no país ou dos quais não foi recolhida a devida carga tributária. Em diversas apreensões realizadas no decorrer deste ano de 2019, a delegacia regional da Receita Federal do Brasil em Ponta Grossa já acumula mais de R$ 21 milhões desses produtos irregulares em nove meses, de janeiro a setembro. O valor já é superior ao registrado durante todo 2018, que somou R$ 19,1 milhões. A maior parte das apreensões foi realizada nas rodovias da região – o que inclui um trecho de pouco mais de 220 quilômetros da BR-277, entre Candói (ao lado de Guarapuava), e Palmeira. 

Desse montante total, a maior parte dos produtos irregulares retidos, cerca de 75%, foi cigarro. Somadas todas as apreensões, especialmente realizadas pela Polícia Rodoviária Federal, são cerca de R$ 15 milhões detidos neste ano. “Nós temos a competência de lavrar o auto de infração e dar a destinação, que neste caso é a destruição”, explica o delegado da Receita Federal do Brasil em Ponta Grossa, Demetrius Soares. Por outro lado, drogas apreendidas são destinadas à Polícia Federal.

Depois dos cigarros, há o destaque para a apreensão de equipamentos de informática, cuja soma dos valores atingiram R$ 2,3 milhões. Nesse grupo estão desde tablets a computadores completos, passando por acessórios. Depois, houve a apreensão de R$ 1,1 milhão em eletrônicos, nos quais são incluídos aparelhos celulares. “Temos visto a apreensão de muitos aparelhos celulares”, destacou o delegado, afirmando que a maior parte deles é de uma marca chinesa. Houveram, ainda, a apreensão de R$ 300 mil em videogames e R$ 500 mil em veículos (os quais transportavam o contrabando). Esses produtos não são destruídos como os cigarros, mas destinados a instituições públicas ou beneficentes, as quais geralmente realizam bazares. Já os veículos são leiloados. 


Cigarros irregulares causam prejuízo

A venda de cigarros contrabandeados, vindos especialmente do Paraguai, trazem diversos malefícios, explica Soares. Não apenas pela saúde de quem fuma – afinal, não há controle na produção e nem da presença de produtos proibidos nos cigarros vendidos no Brasil -, mas também prejuízos ao país, inclusive aos que trabalham no comércio e pagam impostos corretamente. “Prejudica na arrecadação de tributos, porque a carga tributária, se levar em consideração os impostos estaduais e federais, ficam em casa de 80%. E causa desiquilíbrio no mercado nacional, por afixar preços bem inferiores, pois o cigarro está sujeito a valor mínimo de comercialização, de R$ 5”


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