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Aeroporto de PG terá voos IFR em até três meses

Prefeito esteve no Decea, no Rio de Janeiro, para agendar voo do GEIV, o que ocorrerá até 2 de dezembro 


Em menos de três meses, o aeroporto de Ponta Grossa, o Comandante Antonio Amilton Beraldo, mais conhecido como Sant’Ana, contará com o procedimento IFR, ou seja, de voo por instrumentos. O prefeito Marcelo Rangel esteve nesta terça-feira (5) no Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea), no Rio de Janeiro, instalado ao lado do Aeroporto Santos Dumont, para alinhar o agendamento do Grupo Especial de Inspeção em Voo (GEIV), necessário para a homologação. Na reunião houve a garantia que esse voo em Ponta Grossa ocorrerá até o dia 2 de dezembro. A homologação do procedimento IFR possibilitará a ampliação da oferta de voos em Ponta Grossa, pela possibilidade de operar o aeroporto em condições climáticas adversas. 

No encontro, Rangel esteve reunido com o Tenente-Brigadeiro Domingues e o Brigadeiro do Ar Ary Rodrigues Bertolino, ambos do Decea. “O prefeito esteve lá para que o processo de homologação ocorra o quanto antes possível”, esclareceu Victor Hugo de Oliveira, superintendente do Aeroporto Sant’Ana. Como ele explica, o dia 2 é o prazo limite, o que significa que esse voo deverá ocorrer antes, e depende do cronograma com os outros agendamentos já existentes. A partir do voo, há o prazo legal de até 60 dias para que a homologação seja divulgada em Diário Oficial. Esses são os dois únicos procedimentos que faltam para o IFR na cidade, explica Victor Hugo Oliveira.

As cartas aeronáuticas já foram confeccionadas e, como explica Victor Hugo, é o GEIV que dá o Aval de que todas as anotações das cartas estão corretas, que podem proporcionar as operações seguras nas operações. Além do IFR, o Grupo Especial também irá certificar o Indicador de Percurso de Aproximação de Precisão (PAPI). “O GEIV é um avião laboratório, que virá aferir a rampa da aproximação do Papi, para ver se está Ok, se a aeronave poderá proceder de forma correta, e certificar que as cartas que foram confeccionadas para furar as camadas não oferecem perigo algum”, informa Oliveira.

O secretário de Indústria, Comércio e Qualificação Profissional, José Loureiro, (pasta à qual pertence os assuntos relacionados ao aeroporto), explica que ter procedimento IFR minimiza as alternâncias que ocorrem para Curitiba. Atualmente, se as nuvens estiveram muito densas, não há teto e não é possível aterrissar com segurança. “Hoje a operação é visual. Com o IFR vamos pegar as aeronaves com altura mais baixa que a camada, podendo furar a camada sem ter problemas com obstáculos”, explica. 


Procedimento possibilitará novos voos

A homologação do procedimento IFR (sigla que vem do inglês e significa Instrument Flight Rules) traz mais segurança não apenas para as operações, mas também para que as empresas operem na cidade sem imprevistos. Isso possibilita uma flexibilização dos horários, podendo haver voos logo ao amanhecer, por exemplo. Essas vantagens possibilitam, explica Victor, que a Azul opere mais voos em Ponta Grossa – hoje são quatro voos semanais até Campinas. O IFR, explica ele, também é uma exigência da Passaredo, que terá voos entre Ponta Grossa e o aeroporto de Congonhas, em São Paulo. Assim, a perspectiva é de que os voos da Passaredo comecem a operar no início de 2020.

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