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Construção civil aquece com quedas na taxa de juros

Crédito imobiliário em alta sinaliza recuperação do mercado da construção civil para 2020

Uma série de fatores deverá contribuir para que o mercado da construção civil tenha um aquecimento neste ano. A redução na taxa básica de juros (Selic), por exemplo, é o principal deles, que traz bastante otimismo aos empresários do setor. Com essa taxa em 4,5%, as instituições financeiras agora apostam em taxas mais baixas e prazos mais longos e buscam, com reduções e novas modalidades, conquistar novos clientes. Recentemente, o Banco Santander também anunciou um novo limite para financiamento de imóveis, que agora pode chegar a até de 90% do valor total do bem. 

Os resultados das medidas adotadas pelo Banco Central já se tornaram visíveis. As operações de portabilidade, por exemplo, triplicaram no segundo semestre de 2019 – afinal, a queda da taxa média do crédito imobiliário aumenta o poder de negociação dos clientes. Fabiano Zica, presidente da Federação Nacional dos Pequenos Construtores (FENAPC), avalia que esse é um cenário muito positivo para o setor. “Há alguns anos que a construção civil vem sofrendo com o mercado desaquecido e a crise financeira, esses acenos do mercado demonstram um futuro de recuperação que é bem interessante”, diz.

A esperança de melhora entre os construtores não é em vão. Segundo a Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (ABECIP), os 10 primeiros meses de 2019 resultaram em R$ 62,3 bilhões nos financiamentos imobiliários com recursos das cadernetas de poupança, uma alta de 34% com relação ao mesmo período em 2018. Com as chances de aquecimento do mercado, os bancos estão se preparando para uma alta na demanda de crédito e, por conta disso, a ampliação na cobertura dos financiamentos tende a ser uma tendência e um novo foco de concorrência entre as entidades financeiras. “É um bom momento para quem pensa em financiar um imóvel porque as taxas estão bem menores que num passado recente. Vale a pena procurar as melhores ofertas porque as opções tendem a aumentar ainda mais”, destaca o presidente da FENAPC.


Taxas diferenciam-se entre bancos

Os clientes devem ficar atentos, que cada banco em sua taxa e percentual de financiamento. O Santander, por exemplo, financia até 90% do valor do imóvel para novos e usados, com valores a partir de R$ 90 mil, porém tem taxas de 7,99% + TR ao ano nas modalidades SHF e SFi; e de 7,95% na modalidade pró-cotista FGTS. Já a Caixa Econômica tem os juros na casa de 6,5% + TR nas modalidades SHF e SFI; ou então na nova modalidade em 2,95% + IPCA. Porém, a Caixa financia até 80% do valor para imóveis novos e 70% a usados.

Com informações das assessorias 

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