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Exportações de PG somam R$ 173,3 mi em janeiro

Apesar da redução em relação a 2019, principal produto exportado pelo país mantêm-se a soja e seus derivados


O ano de 2020 começou com uma desaceleração no comércio de produtos nacionais para outros países. Tanto o Brasil quanto o estado do Paraná registraram quedas de dois dígitos nas exportações, de 20% e 19%, respectivamente neste primeiro mês. Ponta Grossa não foi diferente e registrou uma queda ainda maior, de 64%, mas ainda assim manteve-se na quinta posição estadual entre os municípios que mais exportaram, com um valor total de US$ 40,51 milhões – ou R$ 173,3 milhões, com o dólar convertido a R$ 4,28, cotado no último dia de janeiro (31). Os números foram revelados no final da tarde desta terça-feira (4) pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério da Economia.

A principal explicação para a redução dessas exportações, desde o âmbito nacional, é a China. No segundo semestre do ano passado, o país asiático selou um acordo com os Estados Unidos, garantindo a compra de bilhões em produtos agrícolas. Além disso, há o problema da desaceleração da economia do país, e agora soma-se outro drama, surto de Coronavírus. O país oriental é o principal destino dos produtos exportados por Ponta Grossa, especialmente a soja e seus derivados. 

Somente de Ponta Grossa, o embarque da soja e seus derivados caíram de R$ 401 milhões, em 2019, para R$ 92,8 milhões em 2020, o que representa uma redução de 76%. “Houve uma queda geral no Brasil, da venda de soja para a China, que está comprando o grão de outros lugares, como dos Estados Unidos. Essa soja deixou de ser exportada para a China por questões geopolíticas, mas essa soja foi plantada, colhida e está armazenada. É uma situação temporária, porque essa soja vai ser embarcada para outro país”, reforça a Adriana Diniz, professora do curso de Administração - Comércio Exterior da UEPG. A isso soma-se o fato de que a soja plantada nos Campos Gerais começa a ser colhida e será armazenada e processada. 

Logo depois da soja, que embora tenha reduzido segue como o principal produto comercializado, o segundo produto mais exportado foram as embalagens do tipo longa vida, painéis de madeira do tipo OSB, açúcares, ferramentas pneumáticas e latas de alumínio. No total, foram 86 produtos diferentes exportados a partir de Ponta Grossa, destinados para 42 países. O principal destino foi o Japão (R$ 41 milhões), seguido pelo Paraguai, Chile e Holanda – a China foi apenas a 10ª colocada, com R$ 5,2 milhões em produtos adquiridos.

Balança comercial tem superavit

As importações de Ponta Grossa também registraram uma leve queda em 2020. Se em 2019 foram R$ 168,1 milhões exportados, neste ano o valor atingiu R$ 164,6 milhões, o que representa uma baixa de 2%. Com isso o saldo da balança comercial, embora positivo, com um superavit de R$ 8 milhões, é incomparável aos R$ 323,9 milhões registrados em 2019. No Brasil, no mês passado, o país importou US$ 1,745 bilhão a mais do que exportou, representando um deficit na balança comercial. Este é o resultado mais baixo para o mês desde 2015 (-US$ 3,87 bilhões).

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