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PIB dos Campos Gerais atinge a marca de R$ 39 bi

Embora a alta seja de R$ 1,1 bilhão em termos nominais, se descontada a inflação, economia regional teve retração de 1,5% 


Mais de R$ 39 bilhões em riquezas foram geradas nos 26 municípios da região dos Campos Gerais no decorrer de 2018. De acordo com os números revelados nesta quarta-feira (16) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com a divulgação do levantamento do Produto Interno Bruto (PIB) dos municípios, foram exatos R$ 39,02 bilhões movimentados nos 12 meses. 

Na comparação com os R$ 37,91 bilhões movimentados no ano imediatamente anterior, representa um crescimento de R$ 1,1 bilhão, o que significa um crescimento, em termos nominais (sem considerar a inflação do período), de 2,92%. Contudo, se considerar a inflação do período, levando em conta o índice deflator do PIB (4,49% de 2018 para 2017), a economia da região teve uma retração real de 1,5%, índice inferior às médias estadual e nacional, que tiveram crescimento no ano mencionado, de 1,2% e 1,8%, respectivamente. 

Entre os municípios que compõem a região dos Campos Gerais, apenas 10 apresentaram crescimento real em suas economias, enquanto que 16 tiveram retração do PIB. Quando em números nominais, foram apenas cinco que reduziram os valores na comparação com o ano passado, o que representa que a maior parte dos municípios teve uma pequena queda nos indicadores – 10 municípios tiveram retração de até 4%. Por outro lado, apenas três tiveram crescimento acima de 5%. 

Ponta Grossa é o município que mais gerou riquezas, seguida por Telêmaco Borba e Castro. A quarta colocada é Ortigueira, que ampliou a distância para a quinta colocada, Irati, após superá-la pela primeira vez em 2017. Os municípios com maior crescimento no PIB foram Ortigueira, de 16,3% em termos reais, ao passar de R$ 1,79 bilhão para R$ 2,17 bilhões; Reserva (6,34%), Teixeira Soares (5,14%) e Imbituva (4,09%). Já os com maior queda foram Telêmaco Borba (-14,60%), São João do Triunfo (-8,22%), Sengés (-7,82%), Piraí do Sul (-5,14%) e Ivaí (-4,34%).

Dos cinco fatores que compõem o PIB, que inclui os valores adicionados da agropecuária, indústria, serviços, administração pública (que também engloba educação, saúde e seguridade social), além de impostos, apenas o setor de serviços apresentou crescimento. O Valor Adicionado Bruto dos serviços, que representa o setor de maior expressividade para a região, representando mais de um terço de toda a geração de riquezas, com R$ 13,8 bilhões, apresentou uma alta real de 1,1% na comparação com 2017 (R$ 13,2 bilhões). Houve alta dos serviços em 23 dos 26 municípios. A indústria, segundo setor mais importante, com R$ 10,8 bilhões, foi o que teve a maior queda real, de 3,3% - em 2017, o VAB do ramo foi de R$ 10,6 bilhões. A administração pública teve queda real em todos os 26 municípios da região, totalizando uma baixa de 3,28%, e a agropecuária teve baixa em 15 cidades, totalizando R$ 5,72 bilhões, com retração real de 2,17%.

Para a professora do departamento de Economia da UEPG, Augusta Pelinski Raiher, doutora em economia, apesar da retração, o resultado não foi negativo. Ela recorda que o Brasil passou por período de retração da economia por anos, e que a região se destacou por ter queda apenas em 2015, e em 2016 e 2017 já apresentou recuperação e crescimento. “O setor industrial foi o que mais impactou negativamente na dinâmica. Mas a indústria não trabalha com o mercado local, ela está interligada ao país e ao mundo. Diferente do setor de comércio e o setor de serviços, que mostrou uma dinâmica, e foi positivo, que reflete o movimento local. É claro que seria melhor continuarmos com a trajetória positiva para 2018, mas foi uma queda linear”, reforçou a economista.


Ponta Grossa produz R$ 15 bi em riquezas

A economia de Ponta Grossa registrou mais um ano consecutivo de crescimento nominal em 2018. A soma de todas as riquezas produzidas na cidade aponta um aumento de 3,58%, em termos nominais, neste período no município. O PIB do ano mencionado atingiu a marca de R$ 15,05 bilhões, o que representa uma elevação de R$ 514,8 milhões na comparação com o valor do último ano (2017), quando o PIB atingiu R$ 14,53 bilhões. Contudo, com os números deflacionados, com base no deflator do PIB de 2018, de 4,49%, Ponta Grossa teve, em números reais, uma queda de 0,90%.

Entre os cinco indicadores (valores adicionados e impostos) que compõem o PIB, o que gera mais riquezas é o setor de serviços, com um valor adicionado bruto (VAB) de R$ 6,58 bilhões movimentados em 2018. Este foi, aliás, o único setor que teve crescimento real na comparação com 2017, uma alta de 2,22% (6,16%). Ele é seguido pela indústria, que tem os indicadores impulsionados pelo maior parque fabril do interior do Estado do Paraná, a qual registrou um valor adicionado bruto de R$ 4,62 bilhões. Esse valor da indústria é um dos maiores do Brasil, ocupando a 51ª posição no ranking nacional. Contudo, a indústria foi ramo que teve maior queda real, de 3,92% (em 2017, o VAB foi de R$ 4,61%). Já a Administração Pública, por sua vez, foi responsável por movimentar R$ 1,5 bilhão (79º maior valor do país no setor).

Com esses números, Ponta Grossa se mantém como a sexta maior economia do Paraná e a 13ª do Sul do Brasil. No ranking nacional, Ponta Grossa caiu três posições, e agora passou a ocupar a 66ª do Brasil. Essa queda nominal no município foi registrada um ano após um aumento real de 2016 para 2017, de 8%. Além disso, a economista Augusta Pelinski Raiher recorda que 2018 foi positivo na geração de emprego, o que retrata um ano que não foi necessariamente negativo. “Em 2017 ainda tínhamos um vácuo de vagas perdidas, e em 2018, Ponta Grossa teve um saldo positivo de 1,3 mil vagas. Isso significa que a economia está girando, está dinamizando”.


Maringá liderou o crescimento entre as oito maiores cidades do Paraná,

Entre as principais cidades do Paraná em âmbito econômico, as oito que detêm o maior PIB, o maior crescimento foi registrado por Maringá, que viu seu PIB crescer mais de R$ 1,5 bilhão ao passar de R$ 16,9 bilhões para R$ 18,53 bilhões. Em âmbito real, já descontada a inflação, o crescimento foi de 4,87%. Outros três municípios tiveram crescimento real, enquanto que os outros quatro (incluindo Ponta Grossa) ficaram negativados. Também ficaram positivados Foz do Iguaçu, que cresceu 4,28%; Cascavel, com 2,98% de incremento, e São José dos Pinhais, que apresentou uma evolução de 2,1%.

O pior desempenho entre essas oito maiores cidades foi de Araucária, que viu seu PIB cair 7,49%, o que representa inclusive uma retração nominal, baixando de R$ 16,9 bilhões para R$ 16,4 bilhões. Logo na sequência aparece a capital, Curitiba, com uma queda de 1,55%, e Ponta Grossa, com 0,9% de baixa. À frente de Ponta Grossa, mas ainda negativada, apareceu Londrina, com uma baixa de 0,74%.

Entre os setores a indústria cresceu em apenas duas das oito cidades, sendo uma alta muito pequena, de 0,03% em Cascavel, e a elevação de 8,59% em Foz do Iguaçu, impulsionada pela alta na geração elétrica. Entre as outras seis cidades que caíram, Ponta Grossa teve a segunda menor queda, ao passo que em Araucária a baixa real foi de 18,5%.



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