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Usina a biogás em PG recebe aporte de R$ 12 milhões

Usina vai receber os resíduos orgânicos e transforar esse ‘lixo’ em energia capaz de suprir a demanda dos prédios públicos

Está em fase de conclusão, no Distrito Industrial de Ponta Grossa, a Usina Termoelétrica a Biogás. Construída pela Ponta Grossa Ambiental (PGA), a unidade recebe um investimento de R$ 12 milhões, com capacidade de receber até 33 toneladas de resíduos orgânicos por dia. Nesta sexta-feira (18), o prefeito Marcelo Rangel esteve fazendo uma visita no local, e apresentou mais detalhes em uma rede social, diante da presença de Marcus Borsato, diretor presidente da PGA. A previsão é de que a usina, que terá potência instalada de 520 kW, entre em operação no início de 2021. 

O local conta com inúmeras estruturas para fazer a reciclagem e transformar os resíduos orgânicos em energia. Há um galpão que faz o recebimento do resíduo e a triagem; há as estruturas dos biodigestores, onde ocorre a geração do gás, e a central, onde o gás é convertido em energia, a qual é transferida par ao sistema nacional. O local também possui um moderno laboratório de biogás para fazer pesquisas. A PGA irá operar a usina por 15 anos, e ao final do contrato, entregará a usina funcionando para Prefeitura. As obras foram iniciadas em agosto deste ano, e devem ser concluídas em janeiro de 2021, começando a operar com dois biodigestores.

Marcus Borsato explica os processos: “O galpão recebe os resíduos, que serão levados para a composteira. O caminhão chega e despeja na moega, que tem capacidade para toda uma carga de caminhão. Aí há a esteira, que leva para o ‘rasga saco’, que rasga as sacolas e o lixo vai para uma peneira: o que passa pela peneira é orgânico. Aí o resíduo vai para outra moega e depois sai em um carrinho, que sobe em um elevador e é basculado para ser triturado”, disse. Depois, esse resíduo vai para o tanque de equalização, e, na sequência, o resíduo misturado com água vai para os biodigestores. “É onde as bactérias produzem o biogás. Elas digerem a matéria orgânica e transformam toda matéria orgânica em gás, que é o que vamos utilizar nos grupos geradores para produzir energia elétrica”, completou. 

Toda energia produzida nesse período é da Prefeitura de Ponta Grossa. De acordo com Borsato, a energia gerada será capaz de suprir a demanda do poder público municipal. “É energia elétrica para ser usada nos prédios da prefeitura, escolas, postos de saúde, hospitais, todos os ginásios de esporte. A usina tem capacidade para atender a maior parte da energia consumida pelo município”, disse, porém, sem detalhara capacidade de geração energética instalada. Rangel reforça que isso trará benefícios a todos os ponta-grossenses. “A prefeitura não vai pagar mais luz, as escolas não vai mais pagar luz, isso representa mais dinheiro em caixa para fazer obras”, destacou o prefeito.

Como a operação é 100% automatizada, neste primeiro momento, serão 6 vagas de emprego geradas. Futuramente, mais dois biodigestores, de 1000 m³ cada, poderão ser instalados, chegando a potência total instalada de 1040kW.

Empresário destaca ineditismo do projeto no modelo público

Marcus Borsato destaca que essa é uma iniciativa inédita, que ele diz não conhecer nada igual no Brasil e em outros países. “Isso só existe na iniciativa privada, usando resíduo da iniciativa privada. Neste modelo, conhecemos só essa”, informou. O secretário municipal de Meio Ambiente, Paulo Barros, por sua vez, ressaltou alguns dos reflexos positivos do investimento. “É uma obra sustentável. Vamos deixar de enviar resíduos orgânicos para o aterro, vamos ganhar dinheiro com esse resíduo, vamos gerar menos gás no efeito estufa. Então, em sustentabilidade, é a maior obra do nosso governo”, reforçou.

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