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Potencial de consumo da região atinge R$ 25 bilhões

Valor aumentou 11,57% na comparação com 2020, o que representa um  crescimento de R$ 2,6 bilhões 


Municípios da região dos Campos Gerais ampliaram o potencial de consumo para este ano de 2021. Somados todos os valores projetados para cada um dos 27 municípios dos Campos Gerais, deverão ser movimentados R$ 25,14 bilhões em consumo no decorrer dos 12 meses do ano. Este é um valor 11,57% superior, em termos nominais, em relação aos R$ 22,5 bilhões projetados para serem movimentados no ano passado, o que significa um crescimento de R$ 2,6 bilhões no potencial de consumo em um ano. A estimativa é do estudo IPC Maps 2021, especializado há quase 30 anos no cálculo de índices de potencial de consumo nacional, realizado pela IPC Marketing Editora, com base em dados oficiais.

Somadas todas as movimentações financeiras nestes 27 municípios, a região tem uma participação de 0,495% no consumo total nacional, valor que, contudo, é inferior à participação de 0,504% registrada no ano passado, o que mostra que a região perdeu participação em âmbito nacional. O contrário, porém, aconteceu com o município de Ponta Grossa, que tem o maior potencial de consumo dos Campos Gerais, que ampliou o seu ‘share’ em âmbito nacional, mostrando um desenvolvimento acima da média do país.

Esse panorama, informa Marcos Pazzini, sócio da IPC Marketing Editora e responsável pela pesquisa, não é exclusivo nos Campos Gerais, mas uma tendência nacional. A justificativa dele é a crise econômica causada pelo coronavírus: de acordo com ele, mercados maiores e já consolidados tendem a reagir com maior facilidade e a se recuperar mais rapidamente do que os menores e fora dos grandes centros. “Essa característica que já se verificou em 2008, com a crise. Em 2009, saíram mais rápido da crise os municípios maiores, que tendem a se recuperar mais rápido, e os menores demoraram mais tempo para se recuperar. Neste ano, as capitais aumentaram a participação no cenário nacional, o que é algo que não acontecia desde então, há mais de 10 anos”, relatou Pazzini. 

O estudo mostra que houve um aumento de domicílios nos dois extremos das classes sociais, tanto na A quanto na D e E, ao passo que nos índices de consumo, esse aumento ocorreu nas classes A, C, D e E. Mostra que houve um aumento no percentual de famílias de alta renda, mas um crescimento ainda maior de famílias nas classes sociais mais baixas. O share da classe B, que era o maior, caiu de 41,7% para 38,2%, enquanto que na classe C passou de 37,9% para 40,2%, passando a ser predominante, e a participação de famílias das classes D e E no consumo subiu de 9% para 10,1%. “A classe C, nessa movimentação econômica, é uma das que mais ‘sambam’ para lá e para cá. São as mais susceptíveis, que dependem mais de emprego com carteira assinada, e essas mudanças econômicas, com fechamentos de empresas que aconteceram, faz elas sofrerem mais”, acrescenta Marcos Pazzini.


Alta nacional será de 3,7% neste ano

No Brasil, após um ano marcado por prejuízos irreparáveis na maior parte dos setores econômicos do Brasil — e mesmo que ainda vivenciando a pandemia —, o consumo das famílias deve recuperar parte do seu fôlego e movimentar cerca de R$ 5,1 trilhões ao longo deste ano, o que representa um aumento de 3,7% em relação a 2020. Segundo Marcos Pazzini, o crescimento esperado para este ano é satisfatório, já que as perdas registradas em 2020, em função do isolamento social imposto pela pandemia, vão demorar para ser esquecidas. “Aos poucos, os brasileiros tentam voltar à rotina normal, e é isso que estimulará o consumo em 2021”, destaca.


Potencial de PG cresce acima da média nacional

No caso de Ponta Grossa, o potencial de consumo cresceu acima da média brasileira, aumentando o seu share em âmbito nacional. No total, deverão ser movimentados R$ 10,22 bilhões em consumo na economia municipal nos 12 meses de 2021, valor que é R$ 1,3 bilhão maior que os R$ 8,91 bilhões estimados para 2020. A participação de Ponta Grossa, que era de 0,19% no consumo nacional, passou a ser de 0,20%. “Ponta Grossa teve um crescimento, mas se manteve nas mesmas posições dos rankings estadual (4ª) e nacional (69ª). Isso tem a ver com a questão da migração dos domicílios entre as classes econômicas: a classe A cresceu em domicílios, mais de 12%, mas também, infelizmente, as classes D e E cresceram 5,8%. E tudo o que poderia ter ganho com essa variação positiva da classe A, foi neutralizado pelas classes D e E”, informa Pazzini.

Entre as categorias, os ponta-grossenses deverão gastar cerca de 24%, ou seja, quase um quarto do potencial de consumo, com a habitação, a qual deverá totalizar R$ 2,38 bilhões. Ela é seguida pelo montante de R$ 1,48 bilhão projetado para ser gasto com veículo próprio e R$ 873 milhões com alimentação no domicílio. A alimentação fora do domicílio deverá movimentar R$ 395,5 milhões na cidade neste ano. As menores participações entre as categorias listadas são de gastos com fumo (R$ 44,5 milhões) e com joias e bijuterias (R$17 milhões).

Quanto às classes socais, em Ponta Grossa foi observada uma migração da participação no potencial de consumo: houve uma redução nas compras das famílias das classes A e B e um aumento das classes C, D e E. As classes A e B tinham participações de 14,4% e 42,9%, respectivamente, valores que caíram para 14,3% e 38,3% (R$ 1,43 bilhão e R$ 3,86 bilhões). Já a participação da classe C subiu de 35,9% para 40,2% (R$ 4,05 bilhões), e a das classes D e E subiram de 6,8% para 7,3% (R$ 731,9 milhões).

  

  



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