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Malha ferroviária do PR fomenta aportes da Bunge e Cargill

Multinacionais realizaram investimentos para ampliar a capacidade de armazenamento. Soja é transportada de Cascavel para Ponta Grossa por linha férrea


A movimentação de grãos pelo modal ferroviário, realizado pela Ferroeste, contribuiu para a viabilização de investimentos das indústrias Bunge e Cargill, que possuem unidades fabris em Ponta Grossa, para ampliar sua capacidade de armazenamento e o transporte de grãos para a cidade. A informação consta no Estudo de Viabilidade Técnico-Operacional, Econômico Financeira, Ambiental e Jurídico da Nova Ferroeste (EVTEA-J), publicado recentemente.

Neste documento, no capítulo que traz o ‘Levantamento da Oferta de Transporte’, há o detalhamento da movimentação realizada pela empresa, entre Cascavel e Guarapuava – e entre Guarapuava e Ponta Grossa, onde a Ferroeste utiliza a malha da Rumo. Neste trecho, são listadas inúmeras empresas que utilizam o ramal, e mencionam investimentos recentes realizados por essas empresas.

Entre as indústrias mencionadas estão as gigantes moageiras, a Cargill e a Bunge, multinacionais que atuam em Ponta Grossa a anos, em plantas fabris que contribuíram para Ponta Grossa ganhar a alcunha de capital mundial da soja, por ser um dos maiores centros de processamento deste grão no mundo, após ganhar três grandes indústrias do setor na década de 1970 – além da Cargill, a Sanbra (hoje Bunge) e a Coimbra (Louis Dreyfus). Ambas as fábricas possuem linhas férreas em suas áreas, para receber insumos e despachar os produtos processados.

No caso da Cargill, segundo a publicação, com o objetivo de ampliar a participação ferroviária na transferência de soja em grãos de Cascavel para sua fábrica em Ponta Grossa, fez os investimentos necessários para instalação de quatro novos silos, totalizando uma capacidade de 40 mil toneladas de armazenamento.

Já no caso da Bunge, a empresa possui uma estação de transbordo em Cascavel. No pátio desta unidade, a multinacional construiu um silo graneleiro com capacidade de 76 mil toneladas, além de construir dois silos pulmões, de 5 toneladas de capacidade, cada, “otimizando a movimentação da soja em grão da região Oeste do Paraná para sua indústria de moagem em Ponta Grossa”, informa a publicação.

Nestas plantas em Ponta Grossa, há a moagem da soja, e disso resulta tanto o óleo de soja, quanto o farelo. Ambos os produtos também são destinados à exportação e têm grande participação no mercado exterior do município. Pelo fato de que essas unidades possuem linhas férreas em seus domínios, o modal é utilizado para destinar os produtos processados para a exportação.


Ponta Grossa tem grande fluxo de importação

Ponta Grossa é um dos principais destinos do transporte ferroviário no Estado. Além desse exemplo das duas multinacionais moageiras, Ponta Grossa possui a maior capacidade de armazenagem de graneleiros e silos do Paraná – a cidade possui uma das maiores unidades da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) do Brasil. Além disso, no sentido inverso, de importação, o EVTEA aponta que “no sentido litoral-interior (importação), Paranaguá, Ponta Grossa e Curitiba são os principais polos geradores de carga para a Nova Ferroeste”. 

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