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Inadimplência com o IPVA na região é de R$ 79,7 milhões

Do valor lançado de R$ 343,8 milhões neste ano nos Campos Gerais, 23,2% ainda não foram pagos pelos contribuintes


A inadimplência com o IPVA de 2022 na região dos Campos Gerais está próxima da casa dos 25%. Números revelados pela 3ª Delegacia Regional da Receita Estadual (3ª DRR) apontam que, até o momento, passado um mês do fim do prazo do pagamento da última parcela do imposto, os proprietários de veículos dos 22 municípios abrangidos pela regional devem R$ 79,7 milhões ao Governo do Estado. Esse valor corresponde a 23,2% do total lançado para a região com esse imposto em 2022 na região, de R$ 343,8 milhões. 

Frente a esse alto percentual, a delegada regional da Receita Estadual, Audrey Grubba, afirmou que uma ação conjunta está planejada para ser realizada no município de Ponta Grossa, onde há o maior valor devido na região: R$ 37,4 milhões, montante que corresponde a 23,4% do total devido no município. “Vamos fazer uma operação com dois pontos distintos aqui em Ponta Grossa, para tentar diminuir essa inadimplência, de forma a conscientizar a população. Vai ser uma ação conjunta da Receita Estadual com a Polícia Militar, com quem já tratamos e eles terão um grande contingente, e também com a Guarda Municipal de Ponta Grossa”, informou. Segundo ela, essa operação dupla será realizada no início de julho, com os dois locais em simultâneo, para abranger e conscientizar o maior número possível de pessoas.

O papel da Receita Estadual nessa ação, reforça a delegada, é justamente a conscientização à população sobre o quão é importante manter o pagamento dos impostos em dia, para que o cidadão tenha uma melhor qualidade de vida, a partir de uma melhor infraestrutura proporcionada pelo município. Afinal, o IPVA é um imposto que retorna em sua metade (50%) diretamente para o município onde o carro está emplacado. Ou seja: desses R$ 37,4 milhões devidos pelos contribuintes em Ponta Grossa, por exemplo, são R$ 18,7 milhões que deixaram de entrar para os cofres da prefeitura municipal. “A intenção não é multar, e sim conscientizar que o imposto pago retorna à população em forma de políticas públicas. E essa é a realidade: sem o dinheiro do imposto, como vai ser feito para custear a segurança, a educação, a saúde? Sem esses valores, nada disso é possível”, completa.

Para concluir, Audrey lembra que o Estado apresentou, recentemente, facilidades aos motoristas, como o pagamento parcelado dos impostos atrasados. “Agora é possível fazer o pagamento do imposto devido em até 12 vezes no cartão de crédito, então está bem facilitado”, destacou, reforçando ainda que o pagamento do IPVA é necessário para se obter o licenciamento do veículo (CRLV), item obrigatório – e sem o qual, o motorista pode ter o carro apreendido.


Valor devido varia entre 15% e 33% nos municípios da região

Até o momento, na região dos Campos Gerais, o município com o maior índice de inadimplência é Curiúva, onde dos R$ 3,7 milhões devidos pelos proprietários de 4,2 mil veículos, um total de R$ 1,16 milhão não foi pago, o que representa 33%. A 2ª maior inadimplência está em Jaguariaíva, de 30,7% (R$ 3,55 milhões devidos, de R$ 12 milhões lançados), seguida por Telêmaco Borba, de 29,6% (R$ 9 milhões devidos, de R$ 31,4 milhões). No outro extremo, a menor inadimplência está em Ipiranga, onde restam o pagamento de R$ 543,4 mil dos R$ 3,7 milhões devidos. Essa é a cidade com a menor inadimplência em 2021, que fechou em 5,7%.

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