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Câmara de PG inicia sessões daqui um mês com ‘pauta bomba’

Encontros ordinários do Legislativo começam apenas no dia 17 de fevereiro, mas devem ter início já com ‘pauta bomba’

O final de 2020 e o começo de 2021 foram períodos intensos para a Câmara Municipal de Ponta Grossa (CMPG) e o retorno das atividades promete ser intenso. Com uma renovação de vereadores superior a 50% após o pleito de 2020, o Legislativo terminou o ano ‘amargando’ o fato de ver alguns parlamentares sendo alvos de uma investigação do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (GAECO). 

Essa operação, inclusive, contou com prisões de parlamentares e cumprimentos de mandados de busca e apreensão na Casa de Leis. No caso do vereador Walter José de Souza, o Valtão (PRTB), ele segue em prisão domiciliar e foi acusado formalmente pelo Ministério Público do crime de corrupção, junto de três empresários - a denúncia foi aceita pelo Poder Judiciário.

O começo de 2021 também foi intenso na Casa de Leis. Mesmo estando formalmente de recesso, o Legislativo viu outro parlamentar ser alvo de denúncias de assédio sexual e ‘rachadinha’ - desta vez o alvo foi Felipe Passos (PSDB). Novamente, a imagem da Casa de Leis ficou sob questionamentos em um momento em que as atividades da Câmara estavam em recesso.

Esses dois graves problemas deverão recair sobre a pauta do Legislativo imediatamente após o início das atividades do ano parlamentar. Com as sessões ordinárias marcadas para retornarem no dia 17 de fevereiro, o primeiro encontro do ano já deverá ter a formação da Corregedoria, composta por cinco vereadores, e responsável por analisar as denúncias feitas contra Felipe. 

Além disso, os parlamentares deverão recriar (ou pelo menos realocar) a Comissão Parlamentar Processante (CPP), formada para analisar o pedido de cassação feito contra o vereador Walter José de Souza, o Valtão (PRTB). O pedido foi feito pelo presidente do partido, vereador Sargento Guiarone, e deverá tramitar internamente na Casa de Leis. 

Os dois fatos terão que ser apreciados pelos membros da nova legislatura quase que de forma imediata, já que eles acabaram de ser empossados e tiveram pouquíssimo tempo de trabalho desde à posse, no dia 1º de janeiro. Com isso, além das dificuldades de início de mandato, os parlamentares também terão que enfrentar a ‘saia justa’ de julgar e, possivelmente, punir outros colegas parlamentares. 

Valtão segue em prisão domiciliar

Sem tomar posse do mandato como vereador até o momento, o vereador Walter José de Souza, o Valtão (PRTB), segue sem receber o subsídio (salário) do cargo. Valtão foi preso no dia 15 de dezembro e liberado apenas no começo de janeiro de 2021 para cumprir prisão domiciliar. Ainda nas primeiras oitivas da operação do Gaeco que investigou a CPI do EstaR Digital, Valtão já admitiu ter recebido propina mediada pelo empresário João Barbiero. 

Saiba mais: 

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