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Cooperativas investem R$ 1 bi na cadeia leiteira

Valor foi aplicado pelas cooperativas Castrolanda, Frísia e Capal nos últimos oito anos para o desenvolvimento do setor 

A região dos Campos Gerais, considerada uma das maiores bacias leiteiras do Brasil, também sedia uma das maiores empresas do setor de laticínios em âmbito nacional. Trata-se da Unium, marca criada a partir da intercooperação da Castrolanda, Frísia e Capal. O ranking das Maiores Empresas de Laticínios do Brasil, referente a 2018, divulgado pela Associação Brasileira dos Produtores de Leite, coloca a Unium na terceira posição, atrás apenas da Nestlé e Laticínios Bela Vista. Os resultados da pesquisa mostraram uma média de produção de 1.498 litros/produtor/dia entre os cooperados da região

Esse posicionamento foi conquistado ao longo dos últimos anos, fruto de um investimento bilionário. São mais de cinco mil famílias cooperadas e R$ 1 bilhão em investimentos nos últimos oito anos para que os Campos Gerais se tornassem referência no país no segmento. A Unium possui três unidades de processamento de leite, sendo duas delas na região (Ponta Grossa e Castro) e outra em São Paulo (Itapetininga). Juntas, as três unidades contam com 1.088 colaboradores e processaram, em 2018, 1,14 bilhão de litros de leite, o que rendeu um faturamento de R$ 1,77 bilhão no ano passado.

Parte dos investimentos realizados foi consolidado em 2018, somando mais de R$ 120 milhões aplicados. O maior deles foi de R$ 67,5 milhões em Castro, para uma torre de leite em pó, automação, depósito, resfriamento, laboratório, entre outros. Houve ainda o aporte de R$ 40,7 milhões em Itapetininga e R$ 13,45 milhões em Ponta Grossa. Somadas as três unidades, elas têm capacidade instalada para produzir entre 1,4 e 1,5 milhões de litros de leite por dia, totalizando 4,35 milhões de litros diários. Porém, a média processada no decorrer do ano girou entre 1 milhão e 1,15 milhão de litros por unidade, totalizando 3,25 milhões de litros diários. 

O diretor-presidente da Frísia Cooperativa Agroindustrial, Renato Greidanus lembrou que a pecuária de leite tem crescido 10% ao ano nos últimos sete anos, o que triplicou a produção local. "Investimos na industrialização e toda a cadeia ganhou com isso. Um foco fundamental é na qualidade do leite, que anda junto com a produção, com um produto que respeita questões ambientais e sociais, além do bem-estar animal”, acrescentou.


Pecuaristas da região são referência para todo o Estado

Para o secretário de Estado da Agricultura e Abastecimento, Norberto Ortigara, e os pecuaristas da região dos Campos Gerais são exemplos para o Paraná. “Em Carambeí se produz com alta densidade, competência e em busca de desempenho. É uma referência, com vacas que produzem mais de 100 mil litros de leite. O próximo passo é desafogar a produção da região através do processamento. O Governo trabalha com esse planejamento”, disse. De acordo com o prefeito de Carambeí, Osmar Blum, a cidade tem pelo menos 500 produtores com mais de quatro funcionários.

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