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Colheita de soja supera 2 milhões de toneladas na região

Região teve o melhor rendimento entre as 21 regionais do Deral e a maior produção, mais que o dobro da segunda maior produtora nesta safra 2021/22

 

Os municípios da região dos Campos Gerais já concluíram a colheita da primeira safra de soja deste ciclo 2021/22. Embora a maior parte do Estado tenha sofrido com a estiagem do fim do ano passado, que causou a maior quebra da safra de soja dos últimos 15 anos, resultando no pior rendimento por hectare desde 2007 (que são os períodos disponíveis no relatório do Deral), a região se destacou e teve a maior produtividade e a maior produção do Estado do Paraná, extraindo 17% de toda a soja produzida no Estado nesta 1ª safra de verão.

O total produzido pelo Estado do Paraná neste ano foi de 11,8 milhões de toneladas, o pior resultado desde a safra de dez anos atrás, a 2011/22, quando foram retirados 10,82 milhões de toneladas do campo. E esse rendimento do Estado só não foi pior porque a atual safra foi a maior em áreas destinadas para esse cultivo: 5,65 milhões de hectares. Na safra 2011, por exemplo, em 4,3 milhões de hectares plantados, o rendimento total foi de 2,46 mil quilos por hectare.

Nos 19 municípios dos Campos Gerais abrangidos pelo núcleo regional do Departamento de Economia Rural (Deral) de Ponta Grossa, em uma área plantada de 540,3 mil hectares, foram colhidos 1,999 milhão de toneladas de soja, valor resultante de um rendimento médio de 3,7 mil quilos por hectare. Entre as 21 regionais do Deral, foi o maior rendimento, assim como foi a maior produção – nenhuma outra regional chegou à metade do produzido pelos Campos Gerais.

Na comparação com a safra anterior, quando o rendimento foi de 3,79 mil quilos por hectare na regional, a queda foi de 2%, também a menor queda entre as regionais. Luiz Alberto Vantroba, economista do Deral em Ponta Grossa, esclarece que a previsão inicial era de uma colheita de 3.950 quilos por hectare, o que mostra que a região, embora tenha o melhor desempenho do estado, também foi impactada pela estiagem. “Quem plantou em setembro na região, como é o caso de quem plantou no Oeste, Norte e Sudoeste, não foi bem, porque a seca pegou a planta na formação de grão. Então quem plantou em novembro na região se deu melhor – e a maioria planta entre outubro e novembro”, disse o especialista, afirmando também que a seca nos Campos Gerais não foi tão severa quanto em outras regiões paranaenses.

O economista, entretanto, alerta que embora 100% das áreas tenham sido colhidas até o final de abril, não foi feito o fechamento de todas as propriedades, e com isso o rendimento e produção regional pode apresentar uma leve variação para mais ou para menos. “Há muita diferença de produtividade; enquanto alguns colheram bem, outros nem tanto. As cooperativas estão fechando acima de 4 mil quilos por hectare. Então estão fazendo o fechamento nos talhões”.

 

Regionais

Depois da regional de Ponta Grossa, a maior produção foi da regional de Guarapuava, com 964,9 mil toneladas, onde o rendimento foi de 3,38 mil quilos por hectare. A regional que mais planta soja, Campo Mourão, com 690,6 mil hectares, foram colhidos 939,2 mil toneladas, após ter um rendimento de 1,36 mil quilos por hectare. Na regional de Toledo, por exemplo, o rendimento ficou em apenas 669 kg/ha.

 

Segunda safra de soja na região deve superar 40 mil toneladas

A segunda safra da soja no Paraná deverá resultar em uma colheita de 121,3 mil toneladas, dos quais, mais de 40 mil toneladas produzidos nos municípios pertencentes à regional de Ponta Grossa, resultantes de um rendimento esperado entre 2,6 mil e 3 mil quilos por hectare. “A segunda safra já está 50% colhida. Ela deve encerrada em até 10 a 15 dias, até porque tem o vazio sanitário da soja. Ela é plantada entre dezembro e início de janeiro, depois do feijão de primeira safra, plantado em agosto, ou do milho silagem”, disse Vantroba. Com isso, após essa colheita, o total retirados dos campos da regional deve chegar na casa de 2,04 milhões de toneladas.

 

Produção de milho está acima da média estadual

Quanto ao milho de primeira safra, os Campos Gerais teve a maior área plantada, de 81,7 mil hectares, que totalizou em 654 mil toneladas retiradas dos campos. Foi uma das maiores produtividades do Estado, com 8 mil quilos por hectare, acima da média estadual, de 6,7 mil quilos por hectare. “Foi a mesma situação da soja, uma das produtividades melhores, em função da estiagem menos severa, comparada com outras regiões”, acrescenta o economista. Quanto à segunda safra de milho, a área plantada na região é de 32,1 mil hectares, com uma perspectiva de rendimento de 208,9 mil toneladas. “A segunda safra está em fase de enchimento de grãos, com 1% em maturação. O status é bom, provavelmente vai atingir a estimativa inicial prevista, de 6,5 mil quilos por hectare. A colheita ocorre em junho”, concluiu Vantroba.

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