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Moda e Covid: como o setor pode se reinventar?

Confira a Coluna dessa semana do mundo da Moda com Silvana Hass


Conheça a história da bolsa Birkin – a bolsa mais cara da história da moda

Logo após o início da pandemia, falou-se muito sobre como a indústria da moda seria afetada, setor que já estava envolvido com sérias situações graves e debates em relação a sustentabilidade. Inicialmente houve alterações no calendário da moda. Por fim, houve a mensagem para a indústria do CFDA (Conselho de Designers de Moda da América) e do BFC (Conselho Britânico de Moda), que recomendava que os designers se concentrassem em no máximo duas coleções por ano. Essas medidas foram tomadas para reduzir o impacto que iria sofrer e foi muito mais avassalador do que se previa em 2019.

Não resta dúvida de que o segmento se preparava para a questão dos cuidados com o planeta e com as emissões de gases de efeito estufa. No entanto, um vírus não estava sendo esperado. O Brasil é o sexto maior produtor têxtil do mundo, com a indústria de moda sendo a segunda maior geradora de empregos. As indústrias têxteis e de vestuário ocupam, juntas, a quarta maior atividade econômica mundial.

A Covid-19 e as repercussões econômicas sem dúvida colocaram várias marcas em uma posição precária. É preocupante, no entanto, pois estas já vem demonstrando ações com a responsabilidade de se levantar, o que não é uma opção e sim uma prioridade. Afinal, como já dito antes: é um dos grandes pilares da geração de empregos no país. 

Segundo dados de antes da pandemia, o setor da moda gerou cerca de 1,5 milhão de empregos diretos e 8 milhões se adicionarmos os indiretos. Não finalizo aqui minha matéria, pois neste ritmo vamos falar apenas sobre a história. Então, vamos às novidades!

Com 35 anos de história a marca francesa Hermès apresentou durante a semana de moda de Paris a nova versão da bolsa mais famosa da grife - a “Birkin”.  O clássico modelo surgiu em 1981, durante um vôo de Paris para Londres. Jane Birkin (atriz) derrubou sua sacola ao tentar colocá-la no compartimento e todo seu conteúdo se espalhou, justamente aos pés de Jean-Louis Dumas (chefe executivo da Hermès). A atriz, indignada ou envergonhada, reclamou e fez um comentário sobre o porque não criavam uma bolsa descente e versátil para as mulheres levarem seus objetos.

Deste incidente desagradável se iniciou uma conversa entre ambos durante a viagem e um protótipo surgiu a partir   de um saquinho para enjoo. Assim Jean-Louis e Jane criaram, ou deram a forma, ao modelo de uma bolsa funcional, com fechos, bolsos e um tamanho suficiente para levar seus pertences. Onde o fecho não deixaria que o conteúdo caísse ao chão.

Em relação ao nome, foi escolhido em homenagem à sua inspiradora e batizada com o seu sobrenome: Birkin. A bolsa Birkin se tornou um ícone de desejo, além de ser um investimento por seu preço elevado em cifras bem altas. Uma bolsa Birkin dificilmente se deprecia no mercado das finanças, em um leilão se tornou a bolsa mais cara vendida na história. Com tantos atributos, ela já se tornou uma herança de família que pode ser passada de geração para geração, assim como uma obra de arte que todos conhecem o seu grande valor.

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