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Região terá queda de 4% na produção de grãos

Seca atingiu todo o Paraná entre novembro e dezembro, mas os efeitos foram menores nos Campos Gerais. Regional de Toledo, por exemplo, terá redução de 36% na produtividade por hectare


A previsão de a região dos Campos Gerais ter uma safra recorde de soja neste ano de 2019 está praticamente descartada. As condições climáticas, especialmente a seca e as altas temperaturas entre novembro e dezembro, já fez com que a projeção de rendimento fosse revista. Os 2,16 milhões de toneladas de soja, previstos para serem colhidos nos municípios abrangidos pela regional do Departamento de Economia Rural (Deral), já caíram para 2,06 milhões. E a alta estimada em relação aos 2,13 milhões de toneladas, registradas em 2018, já foram atualizadas para uma redução de 3%. A estimativa de produção de grãos de verão 2018 foi apresentada pelo secretário da Agricultura e Abastecimento, Norberto Ortigara.

Em âmbito estadual, a Secretaria da Agricultura e do Abastecimento, estimava uma produção de 22,5 milhões de toneladas, e agora a projeção foi revista para 20,4 milhões de toneladas de grãos. Ortigara ressaltou que a queda se dá após sete anos de boas safras, e informou que a lavoura mais afetada foi justamente a de soja, seguida do feijão e milho da primeira safra. A produção de soja deve registrar uma redução de 14%, de acordo com o Deral. A estimativa inicial, de uma safra de 19,5 milhões de toneladas, foi reduzida para 16,8 milhões de toneladas. Se a nova projeção for confirmada, a receita dos produtores cairá R$ 3 bilhões, considerando os preços de mercado.

Nos Campos Gerais a queda será um pouco menor, na casa de 4%, já que a redução estimada é de cerca de 10 mil toneladas. O rendimento estimado por hectare, que era de 3.750 quilos, baixou para 3.600 quilos, o pior dos últimos anos. Na safra 2017/2018 essa média foi de 3.728, enquanto que na 2016/2017 superou os 3,9 mil. Ainda assim, essa média, de 3,6 mil, é a melhor esperada entre todas as regionais do Paraná – para se ter ideia, em Francisco Beltrão a queda estimada em relação ao ano anterior é de 25% (de 3.736 para 2.804 quilos por hectare); e Toledo cairá 36% (de 3.552 quilos por hectare para 2.287 quilos por hectare).

“Mesmo assim, o Paraná ainda colhe uma grande safra de verão, acima de 20 milhões de toneladas, que não é fácil diante de um clima tão hostil”, afirmou o secretário. “Eventualmente essas perdas poderão ser compensadas pela produção em áreas onde ocorreram plantios tardios de soja e que não foram tão afetadas”, completou.

 

Produção de milho será maior que a de 2018

A safra de milho foi menos afetada pelo clima em função da resistência das lavouras com o clima seco. A projeção para esse período do ano apontava para uma colheita de 3,3 milhões de toneladas, contra uma estimativa atual de 3,1 milhões de toneladas. A região dos Campos Gerais reduziu também a produção, mas ainda assim terá a maior colheita entre todas as regiões, com a produção estimada de 673,1 mil toneladas. A produção média, de 9,8 mil quilos por hectare, deverá ser superior à safra anterior, de 9,2 mil quilos por hectare. 

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