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Aos 83 anos, morre Jaime Lerner, ex-governador do PR

Lerner estava internado desde o dia 21 de maio no Hospital Universitário Evangélico Mackenzie, em Curitiba, após apresentar um quadro de febre

Jaime Lerner, arquiteto e ex-governador do Paraná, morreu aos 83 anos, nesta quinta-feira (27). A informação já consta entre os obituários divulgados pela Prefeitura de Curitiba. Ele estava internado desde o dia 21 de maio no Hospital Universitário Evangélico Mackenzie, em Curitiba, após apresentar um quadro de febre.

Lerner vinha fazendo hemodiálise há algum tempo e, diante disso, foi hospitalizado, de acordo com o ex-chefe de gabinete do político, Gerson Guelmann. O velório vai ser na capela do Cemitério Israelita do Água Verde, em Curitiba. O sepultamento está previsto para 15h desta quinta-feira no Cemitério Israelita do Santa Cândida.

Jaime Lerner nasceu em 17 de dezembro de 1937, em Curitiba. Foi prefeito da cidade em três mandados, de 1971 a 1974, de 1979 a 1993 e de 1989 a 1992, e governador do Paraná por duas vezes, de 1995 a 1998 e 1999 a 2002.

Lerner formou-se em arquitetura em 1964 pela Universidade Federal do Paraná (UFPR) e trabalhou no Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc) desde a criação, em 1965. Em 2002, foi eleito presidente da União Internacional de Arquitetos (UIA). Ele também foi fundador do Instituto Jaime Lerner, entidade sem fins lucrativos.

Durante a vida, o político casou-se com Fani Lerner e teve duas filhas: Andrea e Ilana. A esposa morreu em maio de 2009, aos 63 anos.

Em outubro de 2020, Jaime Lerner foi internado depois de passar por uma cirurgia de apendicite. Em março deste ano, ele testou positivo para o novo coronavírus. À época, Lerner já havia tomado as duas doses da vacina, contudo ainda não estava no período de imunidade.


Governador

À frente do governo estadual, Lerner desenhou o plano do Anel de Integração, que concedeu as principais rodovias do estado à empresas privadas para que os trechos fossem reformados.

Os mandatos de Lerner também ficaram marcados pela privatização do Banestado e a tentativa de venda da Companhia Paranaense de Energia (Copel), que acabou não sendo privatizada por falta de compradores.

Durante a gestão, o estado também se tornou um polo de indústria automobilística, quando montadores multinacionais se instalaram no estado por meio de incentivos fiscais e empréstimos concedidos pelo governo estadual às empresas.

Em 2011, foi condenado a três anos e meio de prisão ter feito um aditivo contratual não previsto na licitação original que estendeu a concessão das BR-476 e PR-427. Ele não chegou a ser preso, e a pena foi convertida em multa.

Em 2013, foi condenado a pagar uma multa por improbidade administrativa em um processo sobre pagamento irregular de indenizações a donos de áreas desapropriadas em Cascavel, no oeste do estado.


Com informações do G1 PR

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