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Investimento em maltaria pode chegar a R$ 3 bi

Aporte é inicial é de R$ 1,5 bilhão, e pode chegar a até R$ 3 bilhões até 2032, na segunda fase

As seis cooperativas da intercooperação, que irão construir uma maltaria na região dos Campos Gerais, confirmaram, na tarde desta segunda-feira (7), que Ponta Grossa será a sede do investimento. A informação foi revelada na reunião para a assinatura do protocolo de intenções do consórcio para a fábrica de malte, em evento virtual realizado entre as maltarias, o governo do Paraná e a Prefeitura de Ponta Grossa. O investimento inicial é de R$ 1,5 bilhão, mas pode chegar a R$ 3 bilhões com a execução da segunda fase do projeto, previsto entre 2028 e 2032, gerando mais de seis mil empregos diretos e indiretos. O empreendimento será construído em um terreno com área total de 395 mil m² às margens da PR-151, na altura do quilômetro 318, entre a Unidade de Beneficiamento de Leite da Frísia e a indústria da Harima, próximo ao Rio Pitangui. 

De acordo com a coordenação do projeto, a escolha do local onde ficará a nova indústria atendeu a critérios de logística como entrega da cevada colhida pelos produtores da região e escoamento da produção de malte aos potenciais clientes. Com a área da nova Maltaria definido, a equipe responsável pela intercooperação começou o planejamento para construção da fábrica, previsto para ter início ainda neste ano, no segundo semestre. A intercooperação é formada pelas Cooperativas Agrária (Guarapuava), Bom Jesus (Lapa), Capal (Arapoti), Castrolanda (Castro), Coopagrícola (Ponta Grossa) e Frísia (Carambeí).

O presidente da Agrária, Jorge Karl, representando as cooperativas, disse que a maltaria é uma iniciativa feita a várias mãos. Ele relata que o projeto conta com seis cooperativas e mais de 2 mil cooperados, no que vai do centro-sul até perto do norte do Paraná. “Escolhemos Ponta Grossa para o projeto devido a muitos estudos, porque a cidade é privilegiada no quesito logístico, temos um terreno muito bem situado e fomos muito bem recebidos pelo governo do Estado e pela Prefeitura de Ponta Grossa”, disse Karl. 

O governador Ratinho Junior disse que a atual gestão quer transformar o Paraná não em um estado agrícola, mas no maior estado no setor de agroindústria. Segundo ele, o objetivo é industrializar cada vez mais o que é produzido no campo. “Este é um projeto que não nos faz autossuficiente nesta produção, mas nos coloca em uma independência pela necessidade da importação, em um setor que vem crescendo e que gera muito emprego”.

Já a prefeita de Ponta Grossa, Elizabeth Schimdt, que esteve à frente das tratativas com as cooperativas, Ponta Grossa está dando um importante passo para a consolidação do Distrito Industrial Norte, com mais uma importante indústria se instalando na cidade. “Esse é um momento histórico para Ponta Grossa e que culminará na mudança de vida de milhares de pessoas. Estamos muito felizes em contar com a confiança das cooperativas e também com o apoio e a parceria do governo do Paraná nesse movimento de progresso permanente. Ponta Grossa ganha, a região ganha, os paranaenses ganham”, salienta Elizabeth.


Área construída será de 60 mil m²

De acordo com as cooperativas, a projeção de área construída é de 60 mil m² na primeira fase, com uma área cultivada prevista de 60 mil hectares. Durante o evento, as cooperativas assumiram o compromisso de mais algumas contrapartidas, como a geração anual de R$ 100 milhões de ICMS na primeira fase e de R$ 200 milhões na segunda fase, bem como, a geração de 3,1 mil empregos diretos e indiretos na primeira fase, mais 3.050 na segunda. Além disso, foi firmado o compromisso de construção de trincheira na PR-151 para acesso às instalações fabris do Distrito Industrial Norte e retorno.

Com informações das assessorias

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