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Banda de PG recria presépio contemporâneo em clipe

A música é uma composição dos anos 60 da escritora negra Carolina Maria de Jesus, do livro 'O quarto de despejo'

Nesta semana o projeto Diálogos Culturais lançou o clipe da música 'O pobre e o rico', recriando um presépio contemporâneo nas ruas de Ponta Grossa. “Nossa proposta é explorar os significados do natal. Percebemos que as pessoas conhecem os símbolos, mas nem sempre aquilo que eles representam. Neste sentido, ao aproximar a história pro nosso tempo, fica clara a mensagem que ela possui”, afirma Zek Ramos, diretor da iniciativa.

A música é uma composição dos anos 60 da escritora negra Carolina Maria de Jesus, do livro 'O quarto de despejo'. Leopoldo Stadler, produtor musical, comenta que “o arranjo e a instrumentação foram pensadas para reconstruir a música focando no mesmo público que Carolina atingia, só que num contexto atual, levando sua mensagem com uma roupagem nova”.  Ele acredita que parcerias como esta tornam a cena musical mais saudável. “O colaborativismo é um dos meios que facilita a vida do artista, tanto pela troca de experiência quanto pelo sentimento de não estar sozinho”, afirma.

O clipe apresenta três reis vindo de lugares diferentes que se unem para presentear uma criança. Para o vídeo, o projeto convidou a Banda Amutuá, formada pelos músicos Letícia Carvalho, Camila Oliveira e Luiz Oliveira. Eles acreditam na relevância histórica, política e social da iniciativa. “É dar um espaço que nos foi barrado por motivos que estão incrustados dentro do racismo. Mostrar o trabalho de artistas negros é dar visibilidade a uma outra forma e perspectiva de ver e vivenciar o mundo”, aponta Luiz. A música ainda conta com a participação dos instrumentistas Higor Santana e Ana Paula Alves Antonio.

Gravado em Itaiacoca, no Calçadão e proximidades do Jardim Carvalho, o visual impactante da ambientação e figurino ganham destaque. Os trajes foram feitos de material reciclado, lembrando da profissão de Carolina Maria de Jesus, ex-catadora de papel. A figurinista Evlin Frandoloso lembra das três etapas de criação, “reunindo material mental, físico e a execução que começou com as orientações do Zek, pela pesquisa sobre a compositora e pela busca de referências sobre reciclagem”. Ela também mostrou ousadia ao manipular serragem e cimento, “para se adequar na proposta que se relacionasse com a floresta, a terra e o cenário urbano”, completa.

Douglas Kahl, produtor do clipe, ressalta que o maior desafio foi planejar esta obra para que ela cumprisse o objetivo de se fundir à letra de Carolina de maneira que as duas linguagens se tornassem uma. “A cada cena planejada e executada era um aprendizado diferente”, diz. “O clipe precisava falar por si e tocar, de maneira positiva, a audiência. Além disso aspectos técnicos foram de extrema importância para que o resultado final se tornasse agradável”, finaliza.

O vídeo está disponível no canal do YouTube e no site do projeto.

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