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Elizabeth enfrenta ano ‘difícil’ e projeta 2022 melhor em PG

Em conversa com o Jornal da Manhã, prefeita explica as dificuldades, o relacionamento com o Estado e com a Câmara, e faz projeções para o próximo ano

Próximo do fim de 2021, a prefeita de Ponta Grossa, Elizabeth Silveira Schmidt (PSD), conclui o seu primeiro ano à frente da Prefeitura Municipal (PMPG). Dando continuidade aos trabalhos realizados pelo último prefeito da cidade, a chefe do Executivo Municipal precisou enfrentar a pandemia da covid-19, e minimizar seu impacto na população ponta-grossense.

Em conversa com o Jornal da Manhã, ela explica quais foram as principais dificuldades, o relacionamento com o Governo Estadual e com a Câmara Municipal de Ponta Grossa (CMPG). Além disso, Elizabeth fala sobre a Economia, Saúde e investimentos para o Município, projetos polêmicos e projeta Ponta Grossa para 2022 como sendo uma “cidade maior, melhor e mais humana”. Confira abaixo na íntegra:

Jornal da Manhã: Primeiramente, prefeita, gostaria que você fizesse um balanço seu (Elizabeth) deste primeiro ano à frente do Poder Executivo de Ponta Grossa. Qual é a sua avaliação?

Elizabeth: Essa é sem dúvida uma das mais duras provas que uma pessoa pública pode enfrentar. Assumimos com uma disposição e um cenário. A disposição aumentou, e o cenário mudou na mesma proporção. Porém, foi um ano de extrema atenção. Pagamos o preço de sermos responsáveis e focados no desenvolvimento. Há um custo político envolvido em cada ação e todos nós sabemos disso. O que conta realmente é que temos a certeza de estar fazendo o melhor e a consciência limpa. Minha consciência é meu norte, não opiniões de quem não tem condições de julgar adequadamente. Foi um ano duro, difícil e complicado. Mas é justamente para tempos assim que as cidades escolhem as pessoas mais resilientes.

Jornal da Manhã: Agora falando na Prefeitura Municipal de Ponta Grossa (PMPG) como um todo. Como você avalia a atuação neste ano de 2021?

Elizabeth: Avalio como profundamente importante. Tivemos avanços vitais em muitas áreas, fomos testados ao máximo – e respondemos à altura. Teremos outros testes, outras dificuldades, outros problemas. Mas cada um deles será resolvido a seu tempo. Nosso compromisso é público e nossas atitudes são sempre tomadas com espírito público: o interesse coletivo é o que interessa.

Jornal da Manhã: Estamos finalizando mais um ano de pandemia. Como você avalia a atuação do Poder Executivo para minimizar os impactos da covid-19 na população ponta-grossense?

Elizabeth: Fizemos absolutamente tudo que era possível. E é importante lembrar que minimizar impactos diz respeito à vida, à subsistência, à dignidade e à esperança da comunidade. Estamos num patamar ótimo de vacinação, começamos assim que foi possível e nos esforçamos para ser ainda mais eficientes do que o usual. Trabalhamos para atender aos infectados e acamados, usamos de todas as armas disponíveis, tanto as ações médicas quanto as ações administrativas. Estamos com praticamente 100% da população com pelo menos uma dose e quase 80% da população adulta já completou o esquema vacinal. Criamos um sistema de agendamento que foi sem dúvida muito eficiente para organizar a logística de imunização de nossa população e que continua funcionando muito bem. Foi um ano difícil, de muito aprendizado para todos, e quero publicamente parabenizar e agradecer nossa equipe da Saúde, nossos profissionais que estão na linha de frente no processo de vacinação. Estão exaustos, esgotados, mas jamais perderam a motivação pelo bem maior, que é preservar vidas.

Jornal da Manhã: Sobre as iniciativas acima, acredita que elas foram suficientes para diminuir os ‘danos’ da pandemia nos munícipes?

Elizabeth: Todas as cidades tiveram que se adaptar para enfrentar essa desconhecida pandemia. Foram muitos ajustes, remanejamento de equipes, trabalho redobrado de tantos profissionais. É um trabalho que não aparece, mas que foi muito grande. Alguns setores da saúde foram prejudicados sim, justamente porque tivemos que remanejar equipes de unidades de saúde para auxiliar nas ações concentradas, no pico da pandemia. Por isso acredito que sim, que foram suficientes. A vacinação da nossa população foi a nossa prioridade na Saúde. Mas esse é só um lado do problema. Os danos da pandemia não ficaram restritos à esfera da saúde. Tivemos problemas muito sérios em quase todos os setores: muitos empregos foram eliminados, muitas empresas fecharam suas portas, muitos negócios se esfacelaram e setores inteiros foram impactados. Fizemos muita coisa para reduzir esses danos, desde a criação de um pacote com dez medidas para contribuir tanto com as famílias mais atingidas como com os empreendimentos afetados, reduzindo o impacto fiscal, aumentando o raio de atuação das políticas sociais e enfrentando com toda força esse momento tão trágico.

Jornal da Manhã: Falando em Economia, como você avalia a atual situação de Ponta Grossa, e se as medidas tomadas pelo Poder Executivo foram suficientes para fortalecer a Economia da cidade?

Elizabeth: A melhor resposta a essa pergunta é o indicativo da atividade econômica. No pior ano de nossa história recente, a economia de Ponta Grossa foi uma exceção: mesmo diante dos efeitos adversos, que atingiram em cheio diversos setores, inclusive transporte, eventos, alimentação, comércio e serviços, o agro e a indústria foram preponderantes para manter nosso nível de crescimento. Enfrentamos a onda, ultrapassamos essa maré. Temos um longo caminho a percorrer ainda, para atingir o ritmo de crescimento que nós queremos e que a cidade merece, mas trabalhamos todos os dias para avançar.

Jornal da Manhã: A PMPG tem uma parceria muito forte com o Governo do Estado. Qual a sua avaliação sobre essa parceria em 2021? E quais são as expectativas para 2022? É possível adiantar projetos, iniciativas?

Elizabeth: O governador Carlos Massa Ratinho Junior (PSD) é nosso aliado de primeira hora, nos acompanha e está em sintonia conosco, assim como todo seu secretariado. Temos muitas ações, em praticamente todas as áreas, sendo projetadas e preparadas para 2022, 2023 e 2024.

Jornal da Manhã: Ainda falando sobre Governo Estadual, como você avalia a atuação dele em 2021?

Elizabeth: O Paraná foi um exemplo no combate à pandemia e uma exceção em termos econômicos, mantendo a geração de empregos e sustentando um ritmo de crescimento visto apenas em poucas partes do mundo. Isso significa que o governador Ratinho Junior fez um bom trabalho e que sabe muito bem o que está fazendo.

Jornal da Manhã: Agora falando em Poder Legislativo, como você vê a atuação da Câmara Municipal de Ponta Grossa (CMPG) neste ano de 2021?

Elizabeth: Respeitamos o Legislativo, mesmo quando discorda de nós. A Câmara tem sua atuação, suas regras, seu orçamento, sua dinâmica e sua natureza. Nem sempre concordamos com suas decisões, assim como os parlamentares nem sempre concordam com as nossas. Porém o respeito impera e isso é o essencial.

Jornal da Manhã: Ainda falando sobre a CMPG, como foi o relacionamento do Executivo com o Legislativo e quais são as expectativas para 2022?

Elizabeth: De nossa parte, com todo o respeito e cordialidade. Conversamos inúmeras vezes com rigorosamente todos os parlamentares, recebemos todos eles em nosso gabinete e mantemos relações absolutamente transparentes e republicanas com todas as vertentes, partidos, blocos e posições. E é isso que esperamos que ocorra novamente em 2022 e nos anos seguintes: diálogo, respeito, transparência e cordialidade. Enfrentamos uma situação muito difícil, com a rejeição da nossa proposta de alteração da Planta Genérica de Valores. Nossa proposta traz justiça fiscal. Acabaríamos com privilégios de ricos e diminuiríamos a diferença brutal entre o que se paga aqui e o que deveria ser pago. E também o que é pago em outras cidades do mesmo porte. Politicamente, alguns vereadores da nossa Câmara preferiram que essa diferença continuasse. Isso terá, infelizmente, reflexos no ritmo das melhorias que precisamos e vamos fazer. E discurso precisa ser acompanhado por prática: não podemos falar em justiça social sem que haja justiça fiscal. Isonomia, igualdade e justiça deveriam ser objetivo comuns.

Jornal da Manhã: Na questão de investimentos, como você avalia os recursos que Ponta Grossa recebeu em 2021 e se eles foram bem distribuídos?

Elizabeth: Temos a expectativa de que ainda em 2021 novos investimentos sejam anunciados, tanto na área industrial quanto na de serviços. Temos atuado fortemente, sempre em parceria com o Governo do Estado, para estimular e incentivar mais e novos investimentos. Porém é importante lembrar que em termos de Infraestrutura a cidade avançou muito, este ano.

Jornal da Manhã: Ainda falando em investimentos, pode adiantar projetos, iniciativas, para o próximo ano?

Elizabeth: Posso adiantar todos os projetos e iniciativas para os próximos três anos: todos estão inscritos em nosso plano de ação, que apresentamos durante a campanha eleitoral. É esse o caminho que estabelecemos e é esse o caminho que iremos trilhar. É natural que ocorram mudanças de percurso e adaptações, mas isso é também parte do processo. E tem muito, muito mais para vir em 2022.

Jornal da Manhã: Neste ano de pandemia, muito se fala em Saúde. Como você avalia a situação da Saúde de Ponta Grossa? OBS: ela foi motivo de uma Comissão Especial de Investigação (CEI) na Câmara e tem sido criticada pela população.

Elizabeth: Obviamente a Saúde não está no patamar que desejamos. Nem que tentamos alcançar. Temos muita coisa a melhorar, desde já. Avançamos em alguns pontos, mas temos que ir muito além. A Saúde é e sempre será um ponto crítico para qualquer gestor municipal em qualquer lugar. As demandas crescem cada vez mais e com a pandemia, infelizmente muitas tiveram que ficar de lado por conta do enfrentamento à essa nova doença. Não avançamos tanto quanto gostaríamos, justamente porque concentramos nossos esforços no combate à covid.

Jornal da Manhã: Quais são as expectativas para a Saúde de Ponta Grossa em 2022?

Elizabeth: Nossa proposta para a saúde permanece. Ampliar o atendimento de portas abertas, avançar na consolidação do modelo descentralizado e implantar os superpostos, com horário de funcionamento estendido, em várias regiões. Todos os demais pontos, inclusive as reformas necessárias e a implantação da UPA Santana, já estão avançando. E vão melhorar bastante nos próximos meses.

Jornal da Manhã: Como você avalia a atuação do Poder Executivo com as demais entidades da sociedade civil organizada? Acredita que houve diálogo, parceria?

Elizabeth: Como professora, eu sou uma profissional do diálogo. Como personalidade pública, sei que as parcerias são essenciais na execução de todas as políticas públicas. Mantemos as portas abertas e muitas vezes nos colocamos proativamente para estabelecer novos contatos e novas frentes de diálogo.

Jornal da Manhã: A Prefeitura de Ponta Grossa encaminhou projetos chamados pela população de polêmicos. Exemplos: indenização da Viação Campos Gerais (VCG); Hospital da Criança para a Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG); aumento do IPTU; aumento de taxas e multas; fim de Autarquias. Como você avalia a participação do Poder Executivo nesses pontos?

Elizabeth: Quem foge de polêmica e tem medo do julgamento alheio está buscando o quê? Nós temos um compromisso com a população: fazer de Ponta Grossa uma cidade maior, melhor e mais humana. Isso inclui fazer mudanças na estrutura da administração, cortar órgãos que já não têm sentido de existir, manter serviços públicos essenciais, equacionar as finanças da Prefeitura e principalmente ser responsável. Tenho dito muito: às vezes, é preciso ir contra o consenso, mas a favor do bem comum. A Prefeitura não quer punir quem está dentro da lei e não quer exigir mais do que o necessário. Mas é preciso governar com responsabilidade e inteligência. O tempo do populismo acabou faz tempo. Nossa plataforma de campanha incluía propostas polêmicas, e foi justamente esse diferencial que nos fez vencer: É preciso ousadia para mudar. A cidade quer, espera e precisa de mudanças. Estamos mudando.

Jornal da Manhã: Ponta Grossa tem buscado ser uma cidade inteligente. Como você avalia a participação do Executivo para que ela possa se destacar nesse quesito? E quais as expectativas para 2022?

Elizabeth: Um bom exemplo é a parceria público-privada da iluminação pública que nós fizemos. Inovação é inteligência. Criamos o Sandbox, implantamos uma nova cultura de transparência e eficientização dos serviços públicos, que hoje estão em sua quase totalidade disponíveis ao contribuinte e ao cidadão pela internet, inclusive e especialmente o atendimento às demandas fiscais, criamos os projetos ‘Dona de mim’ e o espaço de co-criação de economia criativa e, principalmente, implantamos uma visão macro de desenvolvimento integrado, o ‘Vale dos Trilhos’.

Jornal da Manhã: Por fim, prefeita, quais são as expectativas de 2022 para a cidade de Ponta Grossa?

Elizabeth: Se tornar, dia após dia, uma cidade maior, melhor e mais humana. É isso que a nossa gente espera, é isso que todos nós merecemos. Em 2022, teremos mais 365 oportunidades de recomeçar, de vencer barreiras, de contornar obstáculos, de derrubar preconceitos, de integrar, unificar, ouvir, avaliar e, sempre que necessário, intervir. Nossas famílias esperam, nossa cidade precisa, nosso povo merece.

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