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Iapar lança cultivar de feijão de alto rendimento

Cultivar IPR Urutau, indicada para todo o Paraná, tem potencial produtivo médio de 4.910 quilos por hectare e é fruto de 12 anos de pesquisas


Foi oficialmente lançado, na manhã desta quinta-feira (28), no Polo Regional do Instituto Agronômico do Paraná (Iapar) em Ponta Grossa, o cultivar de feijão preto IPR Urutau. Trata-se do cultivar com maior rendimento já desenvolvido pelo Iapar, com um potencial produtivo médio de 4.910 quilos por hectare, ou seja, quase 20% mais eficiente que os outros cultivares já lançados pelo Instituto. Participaram do lançamento o Secretário de Estado de Agricultura e Abastecimento, Norberto Ortigara, e o diretor-presidente do Iapar, Natalino Avance de Souza.

Para chegar a todo esse potencial produtivo, houve muito estudo e muita pesquisa. Seu desenvolvimento teve início em 2006, ou seja, 12 anos até que fosse oficialmente disponibilizado no mercado. Foram usadas como genitoras diversas cultivares, como a BRS Campeiro, EMPASC 201, IAPAR 20, IAPAR 14 e IAPAR 31. Vários foram os cruzamentos, inclusive com de cultivares de feijão carioca, para obter diversas características, como uma maior precocidade, maior resistência a determinadas pragas.

Como destacou a pesquisadora do Iapar, Vânia Moda Cirino, especialista em melhoramento genético vegetal do Iapar que trabalhou no desenvolvimento do novo material, esse é o primeiro feijão preto ‘Top 5000’ (que traz a possibilidade de render 5 mil quilos por hectare) desenvolvido pelo Instituto, que junta-se ao IPR Sabiá, tipo de feijão carioca que também traz esse potencial. Esse último foi lançado no ano passado e as pesquisas mostram um potencial produtivo médio de 4.798 quilos por hectare. Para a culinária, se caracteriza por ter tempo médio de cozimento de 19 minutos e ter 21% de proteína.

Para os produtores rurais, como detalhou Vania, o benefício é que com o potencial produtivo médio, é possível retirar do campo uma quantidade 50% maior que da soja por hectare, e lembra que como o feijão custa aproximadamente o dobro da saca da soja, torna-se um produto de grande potencial de rendimento aos agricultores. “Esse feijão dá quase 200 sacas por alqueire. Então produzimos mais que a soja e por um preço maior, e isso significa mais rentabilidade, mais ganho para o pequeno produtor”, disse Vania. “Além disso é possível fazer três safras em algumas regiões do Paraná”, completou Norberto Ortigara, lembrando que o Brasil necessita de 3,1 milhões de toneladas de feijão por ano para dar conta de sua demanda interna.

 

Cultivar tem ciclo semiprecoce 

Indicada para plantio nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e Mato Grosso do Sul, a nova cultivar tem ciclo semiprecoce e, em média, chega à colheita em 84 dias após a emergência. Destaca-se ainda pelo bom comportamento frente às principais doenças que atingem lavouras de feijão. Ela é considerada resistente a ferrugem, mosaico e oídio, e de média resistência a antracnose, mancha angular e murcha de curtobacterium. Pelo porte ereto, é possível a mecanização, trazendo mais eficiência na operação de colheita. No evento foram apresentadas três unidades de controle, cada uma com cerca de um hectare, todas elas com 60 dias da emersão. 

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