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Valor da produção agrícola do Paraná supera R$ 100 bi

Montante integra o VBP nacional, que atingiu a marca de R$ 806,6 bilhões, valor recorde, após crescer 11,5% em relação a 2019


O Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) atingiu valor recorde em 2020, tanto em âmbito nacional quanto em estadual. O levantamento divulgado nesta sexta pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) aponta que o VBP brasileiro deste ano é 11,5% superior ao de 2019, saltando de R$ 723,4 bilhões para R$ 806,6 bilhões. No Paraná, o valor anunciado é de R$ 103,2 bilhões. O resultado foi obtido a partir das atualizações do levantamento da produção e dos preços dos produtos agropecuários pesquisados em setembro.

No Paraná, esse valor fez com que o Estado superasse São Paulo (R$ 97,6 bilhões), para alcançar o segundo lugar, como o que mais produz riquezas no campo, atrás apenas de Mato Grosso, o líder nacional, com R$ 145,83 bilhões gerados. No Brasil, o faturamento das lavouras aumentou 15%, atingindo R$ 543 bilhões, e a pecuária, 4,9% alcançando R$ 263,6 bilhões. Soja, bovinos, milho e café foram os principais responsáveis por esses resultados da agropecuária. No Paraná a participação é percentualmente maior da pecuária, que corresponde 40% do total do VBP, enquanto que as lavouras giram em torno de 60%.

Entre os produtos da agricultura, o Paraná é o segundo que mais produz feijão (R$ 2,3 bilhões), o segundo em mandioca (R$ 1,44 bilhão), o segundo maior em milho (R$ 11,7 bilhões) e também o segundo maior em soja R$ (35,8 bilhões), além de ser o maior em trigo (R$ 4,1 bilhões). Em produção de uva, ocupa a terceira posição (R$ 327 milhões). Já na pecuária, o Estado é o maior produtor de suínos (R$ 4,8 bilhões) e também o maior produtor de frangos (R$ 22,8 bilhões), e o segundo em leite (R$ 5,5 bilhões). 

Em âmbito nacional as lavouras que apresentaram melhor desempenho neste ano foram, trigo (58%), café (42,1%), soja (30,3%), mamona (29,6 %), amendoim (28,5%), arroz (26,2%), cacau (18,7%), milho (16%) e feijão (13,4%). Como mostra o levantamento, em cinco anos, esse indicador aumentou em R$ 100 bilhões. “Sem dúvida, esses resultados trouxeram um aumento considerável da renda nas principais regiões do interior do país”, avalia José Garcia Gasques, coordenador-geral de Avaliação de Política e Informação da Secretaria de Política Agrícola, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.


Campos Gerais contribuiu para a elevação dos valores

A Região dos Campos Gerais também contribuiu para essa evolução nos números estaduais e nacionais. Nesta safra 2019/2020, houve produção recorde de soja, de 2,24 milhões de toneladas junto aos 19 municípios. Já no milho, a colheita rendeu 721 mil toneladas. Além da alta na produção, os preços estão sendo favoráveis conforme a pesquisa elaborada pela Secretaria de Política Agrícola. “Além dos preços, a safra recorde de grãos e o comércio internacional favorável compõem um cenário de bons resultados financeiros”, salienta Gasques. Para ilustrar, o coordenador do estudo cita os acréscimos de preços para os principais produtos como a soja (21,8% de aumento real em relação a 2019), trigo (21%) banana (17,6%), feijão (17,4%), milho (16,2%), bovinos (16,4%), café arábica (15,8%), e suínos (10,5%).

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