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Coluna 'Trilha da Fé': Pandemia - o desafio da Igreja

Coluna 'Trilha da Fé': Pandemia - o desafio da Igreja

No dia 14 de junho, a Prefeitura de Ponta Grossa decretou luto oficial em decorrência das mais de mil vítimas fatais pelo novo Coronavírus. Eram 1.005 mortos até então. No dia 17, esse número já tinha se elevado para 1.034. Famílias enlutadas, sistema público de saúde em colapso, economia paralisada, caos social.

As consequências de uma das mais graves pandemias da história da Humanidade modificaram para sempre as relações interpessoais e obrigaram o reordenamento do que, antes, era chamado ‘normal’. A Igreja e todas as suas formas de expressar a fé foram duramente atingidas.

Em 17 de março de 2020, o bispo diocesano Dom Sergio Arthur Braschi comunicava oficialmente o fechamento dos templos aos fiéis e a suspensão de encontros e reuniões de pastorais, movimentos, organismos e associações, encontros de Catequese, mutirões de confissões e celebrações que pudessem gerar aglomeração.

Os padres eram, então, orientados a celebrarem as missas de forma restrita. Às paróquias que possuíssem recursos foi sugerido que as celebrações fossem transmitidas pela internet e emissoras de rádio. Igualmente aos paroquianos, pediu-se que assim as acompanhasse, sempre na modalidade remota. Tudo em nome do cuidado extremo com a saúde de todos.

Viu-se, então, visitas a asilos, hospitais, instituições prisionais, residências de idosos e enfermos acontecerem somente em casos graves. E a recomendação a sacerdotes de cautela e prudência no atendimento de doentes. O ‘novo normal’ ganhou as comunidades eclesiais e forçou padres, religiosos e leigos a se unirem em nome do amor à Igreja.

Quem não tinha, improvisou; quem tinha, aprendeu a usar, aperfeiçoou, e, quem não sabia, foi obrigado a entender. As redes sociais deixaram de ser apêndice das paróquias para se tornar o seu coração pulsante. Foram o suporte necessário para a edificação da igreja doméstica.

Não só das celebrações os fiéis passaram a participar virtualmente. Foram virtuais os encontros da Catequese, as formações para receber sacramentos, os cursos, as ofertas...Padres e administradores precisaram se reinventar. Há mais de dois anos a Igreja vive essa realidade. Uma situação que remodelou até os mais tradicionais momentos da fé cristã.

Vivemos a Quaresma, literalmente, como uma quarentena. A Semana Santa, o Corpus Christi, o Natal, conectados pela oração e unidos pela força da esperança. Esperança dos creem. União dos que se enfileiram diante do computador e do celular e tem proporcionado os milhares de engajamentos e interações verificados nos canais digitais. A maneira de se expressar pode estar diferente, mas o povo continua sendo o Povo de Deus.

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