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Lojistas esperam grande movimento com 13º salário

Com a liberação de valor que pode ser superior a R$ 100 milhões nesta 2ª parcela, paga hoje, lojas deverão ter alta nas vendas 

Será pago nesta sexta-feira (18) a segunda parcela do 13º salário aos trabalhadores formais. O prazo limite para o pagamento destes valores seria dia 20 de dezembro, mas como ele incide no domingo, a quitação deve ocorrer no dia útil anterior. Com base nos mais de 93 mil trabalhadores formais registrados em Ponta Grossa, um valor de até R$ 126 milhões deve ser liberado no município, conforme os cálculos do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Essa segunda parcela, como explica o presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Ponta Grossa (Sindilojas PG) e secretário Municipal de Indústria, Comércio e Qualificação Profissional, José Loureiro, deve ser aplicada, em grande parte, diretamente no comércio.

Com isso, a partir de agora, incluindo sexta-feira, são sete dias para os consumidores realizarem as compras de Natal, especialmente os presentes. Datas que irão registrar o melhor dia de vendas para os comerciantes no ano. “Geralmente essa parcela é a que vem para o comércio mesmo, inteira para gastar com presentes. É a que estamos esperando, que dá a diferença nas vendas, com a qual vamos ver se o comércio foi positivo, se as vendas de dezembro vão ser melhores que as do ano passado”, diz Loureiro. 

Na avaliação de Loureiro, o dinheiro começa a circular na sexta, mas o ‘arranque’ acontecerá no sábado. Ele explica que essa antecipação para o dia 18 é bastante positiva, pelo fato de que os lojistas e os consumidores ganham mais 2 dias para as vendas, contribuindo para evitar as aglomerações, evitando a proliferação da covid. “Recomendamos às pessoas manter as precauções, continuar usando máscara, utilizando álcool em gel, e evitar aglomerações, como depois da hora do almoço até o início da noite. Quem puder, compre antes, porque dia 22 e 23 são sempre uma loucura”

Até o momento, o comércio registra um movimento semelhante com o observado em 2019, mesmo com a pandemia. “Está muito próximo do Natal do ano passado. Esperamos que teríamos mais dificuldades pelos casos de covid, mas como foi um ano muito represado em consumo, acreditamos que isso também com que as pessoas antecipassem as compras para evitar aglomeração, então sentimos uma dinâmica boa”, disse Régis Godoy, dono de uma rede de lojas de vestuário e calçados (Maria Mariá) na cidade. Ele afirma que inúmeras medidas de prevenção à covid estão sendo adotadas, e que agora, espera, pelo menos, igualar as vendas de 2019. “Nós não tínhamos expectativa de crescimento diante de tudo que passamos. Mas com todos os cuidados e com a dinâmica, acreditamos que vamos ter o mesmo desempenho do ano passado”.


Paranaenses devem presentear mais neste Natal 

Mais paranaenses deverão presentear no Natal deste ano. Uma sondagem realizada pela Federação do Comércio do Paraná (Fecomércio PR) aponta que 75,4% dos entrevistados têm a intenção de presentear. Em 2019, essa parcela era de 74,0%. Porém, mais do que a quantidade, chamou a atenção o valor dos produtos: o tíquete médio terá um salto de 44%, ao passar de R$ 285 para R$ 410,63. A Fecomércio aponta que este será o Natal da compensação, já que muitas famílias não vão gastar em viagens e a ceia terá menos convidados, a tendência é caprichar nos presentes. A maioria dos entrevistados pela Fecomércio PR, 40,8%, planeja gastar entre R$ 201 e R$ 500. Os itens de vestuário serão a principal escolha dos paranaenses, com 67,3% das citações. Os brinquedos foram mencionados por 49,6%, juntamente com lembrancinhas, com 41,9%. Outros produtos mencionados foram cosméticos (34,4%), calçados (31,5%), livraria (15,4%), comidas e bebidas (13,3%) e eletrônicos (7,3%).


Segunda parcela tem descontos

Nesta segunda parcela de pagamento da gratificação natalina, diferente da primeira, há a incidência do desconto de impostos e contribuições, tais como INSS e Imposto de Renda – além de pensões alimentícias, a quem couber. Caso o valor não seja pago até a data prevista, lembra o contabilista Carlos Lazarotto, a empresa está sujeita a penalidade pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Caso isso ocorra, essa multa, no valor de R$ 170,25, seria aplicada por funcionário que deixou de receber, valor que pode ser dobrado em caso de reincidência.

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