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Aliel aponta reforma tributária como prioridade para 2020

Deputado federal aposta em ano movimentado em Brasília e reforça trabalho pela região dos Campos Gerais.

A reforma tributária será o principal ponto de debate em 2020 no Congresso Nacional. Pelo menos é o que espera o deputado federal Aliel Machado (PSB), que encerra o ano como um dos principais nomes do Paraná na Câmara Federal. Na visão do parlamentar, o balanço do ano foi bastante positivo, mas algumas mudanças propostas pelo governo afetaram os mais pobres e ampliaram a desigualdade social.

Aliel encerrou o ano com o nome em destaque em algumas discussões nacionais, como é o caso da prisão em segunda instância. O deputado foi escolhido como vice-presidente da comissão especial que analisará a PEC, o que faz com que qualquer opinião pessoal sobre o tema ganhe repercussão nacional.

As emendas impositivas do deputado para 2020 serão definidas somente em fevereiro, mas um aporte para a construção do Parque Ecotecnológico já foi confirmado, ao lado de outros dois deputados.  

 

Jornal da Manhã: na sua opinião, as reformas apresentadas pelo governo foram os principais debates políticos em Brasília durante o ano?

Aliel Machado: Foi o primeiro ano do governo. Houve uma expectativa muito grande. Temos uma crise econômica que afeta a vida de milhões de brasileiros. Aí você entra no debate da política para entender qual o caminho para resolver esses problemas sem prejudicar as pessoas, ou evitando situações que prejudiquem as pessoas mais simples. Tivemos discussões envolvendo a reforma da Previdência, fui membro titular da comissão especial. Houve uma discussão sobre reforma trabalhista em que o governo editor por MP uma mudança em alguns aspectos. Houve também uma grande decepção porque a principal reforma, que se trata da questão econômica e que não minha opinião deveria ser feita com prioridade, ainda sequer foi encaminhada pelo governo. Teve também a questão do pacote anticrime, uma expectativa muito grande da população por conta dos índices de violência do nosso país. Mas, entre ‘mortos e feridos’, tivemos bons números e bons debates. É o papel do parlamento e a nossa responsabilidade.

 

JM: Recentemente o deputado foi escolhido como vice-presidente da comissão especial que irá analisar a PEC da prisão em segunda instância. Na CCJ, o deputado foi favorável à mudança na lei. Esse posicionamento deve ser mantido?

Aliel: Vamos começar o debate agora com especialistas, mas é um pouco diferente do que previa o Sergio Moro. No pacote anticrime, ele previa mudar a lei, não a constituição. Na minha opinião, a proposta é inconstitucional, já que uma mudança tem que ser feita através de PEC. O que propomos é alterar o artigo 102 e o 105 da Constituição Federal para mudar o trânsito em julgado. Defendemos tirar toda a morosidade da Justiça e mudarmos o trânsito em julgado de todas esferas: trabalhista, cível, previdenciária, criminal... Muda o conceito do trânsito em julgado. Com isso, uma ação trabalhista, previdenciária ou cível vai durar menos. Acho possível fazer essa alteração porque a população exige, além de permitir acabar com privilégios que ainda existem no nosso país.

 

JM: E o que o deputado espera do Congresso e do governo federal no ano de 2020?

Aliel: É um ano eleitoral, então Brasília só deve funcionar no começo e no final do ano. Esperamos que o governo reflita um pouco sobre a desigualdade, porque todas as áreas acabam sofrendo consequências quando se há problemas de desigualdade. Espero que venha uma reforma tributária e que o governo tenha coragem e autonomia para apresentá-la. Espero que façam o que querem fazer: taxar os mais ricos. É preciso também desburocratizar, melhorar a vida do empresário e resolver problemas com menos burocracia. Minha grande preocupação está voltada na reforma tributária.  É o tema que temos que nos concentrar e esperamos que o governo encaminhe a proposta e que ela seja plausível, que não venha com aumento de impostos e CPMF.

 

JM: Este foi o primeiro ano do deputado como o único representante tipicamente de Ponta Grossa e de modo ‘full time’ em Brasília. Esse novo cenário altera a forma de trabalhar?

Aliel: Temos posicionamentos muito claros e não fugimos do debate. Acredito que a representação política não foi prejudicada. Conhecemos bastante o governo e abrimos portas para resolver problemas junto à União. No fechamento da procuradoria, por exemplo, mobilizamos líderes e deputados de outras regiões, marcamos uma reunião e resolvemos a situação em pouco mais de uma semana. Nós continuamos priorizando a nossa região, municípios e, principalmente, Ponta Grossa. Nos últimos dias fiz um anuncio de R$ 2,6 milhões em recursos livres específicos para a área de investimentos. Tudo isso fora nosso trabalho junto às universidades e instituições, conseguimos aportes bem importante. Em Brasília foi o ano de maior conquista do meu mandato em relação à atuação parlamentar. Aprovamos projetos importante de minha autoria e fui eleito pelos jornalistas como melhor deputado do Paraná. Fico contente em ter essa possibilidade de brigar pelos interesses da nossa cidade e também do país.

 

JM: Para 2020, o deputado já definiu a destinação de alguma emenda impositiva?

Aliel: Tem uma emenda que deixei carimbada: a construção do complexo anexo à UTFPR, em parceria com os deputados Toninho Wandscheer (PROS) e Sandro Alex (PSD). Fizemos um aporte de R$ 2 milhões somados. É uma união para o bem da cidade, independentemente de questões políticas. Temos muitos investimentos para a região, mas ainda não definimos porque isso tudo depende de analisar projetos e conversar com prefeitos e representantes. Vamos tomar a decisão em fevereiro, que é o mês quando indicamos quem vai receber. Mas teremos grandes novidades e investimentos em várias áreas de Ponta Grossa.

 

JM: O deputado avalia ser candidato para a prefeitura de Ponta Grossa em 2020. Já existe alguma posição definida sobre o tema?

Aliel: Ainda não há uma decisão tomada sobre a candidatura para Ponta Grossa, mas estamos montando um projeto para apresentar a cidade. Ao lado de engenheiros, médicos, professores, e toda a comunidade, estamos ouvindo, colhendo dados e fazendo pesquisas para apresentar um projeto. Meu nome fica em evidencia porque disputei as eleições [em 2016] e a cidade me deu 45% dos votos. É natural que nomes surjam. Eu não tenho nenhum interesse na prefeitura em negócio ou empresa, não sou filho de político e nem nada. Para mim seria mais cômodo dizer que não sou candidato e fico como deputado. Mas não vou ser falso de dizer que eu não me preocupo com a cidade. Ser prefeito é a única forma de mudar muitas coisas que julgo ser importante. Eu gosto de política, não vou deixar de discutir nossa cidade.

O que?

Com a escolha de Sandro Alex de Oliveira (PSD) em assumir o posto de Secretário de Estado da Infraestrutura e Logística no governo de Ratinho Junior, Aliel Machado se tornou o único deputado federal por Ponta Grossa atuando em tempo integral. O nome de Aliel deve figurar entre os mais importantes nas eleições municipais do próximo ano, quando o deputado tentará – ainda que não confirmado oficialmente – a vaga na prefeitura. Ele e o empresário Marcio Pauliki (SD) são, até o momento, os dois principais nomes da disputa.

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