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Abstenção de eleitores é a maior em PG nos últimos 20 anos

Dados do TRE mostram que abstenção é a maior desde o pleito de 2000. Já votos brancos e nulos se revelam ‘estáveis’, com ligeiro crescimento de 2012 para cá

Se votos brancos, nulos e abstenções fossem contabilizadas no ‘nome’ de apenas um candidato, esses votos poderiam eleger o terceiro colocado na disputa pela Prefeitura Municipal de Ponta Grossa (PMPG). Um levantamento do Portal aRede e Jornal da Manhã mostra que o número de abstenções (pessoas que não foram às urnas) é o maior nos últimos 20 anos na cidade. 

O levantamento da reportagem leva em conta os dados das eleições entre 2000 e 2020, contabilizando dados de votos em brancos, votos nulos e abstenções no primeiro turno na disputa pela Prefeitura de Ponta Grossa. O levantamento mostra que se, por um lado, houve aumento exponencial no número de abstenções, o número de votos brancos e nulos se manteve estável nos últimos 20 anos, com ligeiro crescimento de 2012 para cá.

A principal hipótese é de que a covid-19 e a própria crise política, iniciada ainda em 2015 e aprofundada nos últimos anos, venha desestimulando a participação eleitoral. Os documentos oficiais mostram que em Ponta Grossa ao menos 8,1 mil pessoas foram impedidas de votar por estarem com covid-19, com suspeita ou mesmo em isolamento domiciliar. 

 


Primeira eleição da análise

Os dados mostram que na disputa pelo comando da Prefeitura em 2000, pleito que elegeu Péricles de Mello (PT) para o posto de prefeito, 2.813 ponta-grossenses (1,5% do total do eleitorado) votaram branco, outros 5.927 optaram pelo voto nulo e a abstenção foi feita por 27.734 eleitores (15,20%). Quatro anos depois, quando Péricles buscava a reeleição, os dados mostram que 2.327 eleitores (1,32%) optaram pelo voto branco, outros 6.187 ponta-grossenses (3,5%) votaram branco e 26.255 eleitores (12,93%) optaram pela abstenção - este pleito elegeu Pedro Wosgrau (PSDB) para o cargo.

Primeira reeleição da história

No pleito de 2008, quando Pedro Wosgrau (PSDB) buscava a reeleição e enfrentava nomes como Sandro Alex (PPS) e Jocelito Canto (PTB), os votos brancos e nulos seguiram “estáveis”. Ao todo, 3.143 eleitores (1,73%) optaram pelo voto em branco, enquanto outros 6.356 (3,50%) optaram pelo voto nulo e outros 29.143 ponta-grossenses  (13,83%) optaram pela abstenção. O pleito de 2008 reelegeu Wosgrau, o primeiro prefeito reeleito na cidade. 

Embate acirrado em 2012

Já no pleito de 2012, na disputa mais acirrada da história que contou com nomes Péricles de Mello (PT), Marcelo Rangel (PSDB) e Marcio Pauliki (SD) na corrida eleitoral. Neste pleito, 4.796 eleitores (2,55%) optaram pelo voto branco, além de outros 7.525 (4,01%) que votaram nulo e o número de abstenções chegou a 38.123 (16,87%). Rangel foi eleito prefeito em uma diferença de pouco mais de mil votos.

Disputa pela Prefeitura em 2016

Na eleição de 2016, quando Rangel buscava um novo mandato no cargo e enfrentava nomes como Aliel Machado (REDE) e Julio Küller (PMB), o número de ponta-grossense que votou branco foi de 9.161 (4,54%), enquanto outros 16.612 eleitores (8,22%) optaram pelo voto nulo. Já as abstenções somaram 27.010 (12,13%) em 2016 - Rangel superou Aliel no segundo turno e se reelegeu. 

Cenário no pleito de 2020

Por fim, no pleito de 2020 há um aumento sensível no número de votos brancos e nulos. O primeiro turno, que levou Mabel Canto (PSC) e Elizabeth Schmidt (PSD) à segunda fase da eleição, teve 7.830 votos em braco (4,24%) e outros 11.078 (6,01%) em votos nulos. Já a abstenção alcançou números inéditos na cidade, com 55.147 eleitores (23,02%) optando por se abster.

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