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Faturamento das cooperativas do PR atinge R$ 41 bi

Valor foi atingido no primeiro semestre. Além disso, houve alta de 9,56% no número de funcionários e 12% no número de cooperados, que superam 2 milhões


Por mais um semestre consecutivo, as cooperativas paranaenses registram crescimento real em seu faturamento, acima da inflação do período. Entre os meses de janeiro e junho, as 222 cooperativas registradas no Sistema Ocepar elevaram em 8% o faturamento em relação aos seis primeiros meses de 2017 e 2018, atingindo a marca de R$ 41 bilhões. Elas ainda contabilizaram altas de 1,3% nos ativos, 9,56% no número de funcionários e 12% na quantidade de cooperados, além de sobras (que representam o lucro), que atingiu R$ 1,7 bilhões, em crescimento de 58,9%.

Para este segundo semestre e primeiro semestre de 2020, a previsão do setor é investir R$ 2,14 bilhões na safra 2019/2020, sendo que 56% desse montante será em agroindústria, 34% em infraestrutura e 11% em serviços estratégicos. “Parte dos recursos para investimentos será tomado junto a instituições financeiras, entre as quais o BRDE, que vem sendo um parceiro importante do setor cooperativista em sua rota de crescimento”, afirma o presidente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken. O número de cooperados superou a marca de 2 milhões (2,06 mi), com alta de 12,6% em relação ao ano passado. O número de funcionários alcançou 104,8 mil. 

Para financiar esse crescimento, até agosto de 2019 o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) financiou R$ 257 milhões às cooperativas paranaenses e seus cooperados. Com 60% de sua carteira vocacionada para agricultores e agroindústrias, o banco, mesmo atuando somente nos três estados do Sul, é o maior operador do Programa de Desenvolvimento Cooperativo (Prodecoop), do BNDES.

O BRDE também financia cooperativas por meio do Programa para Construção e Ampliação de Armazéns (PCA), criado também pelo BNDES. De janeiro a agosto de 2019, o BRDE financiou R$ 169 milhões por meio dessas duas linhas de crédito.

“O acesso coletivo às linhas de crédito permite que os agricultores associados a cooperativas se fortaleçam com segurança, através da economia de escala”, diz o diretor de Operações do BRDE, Wilson Bley Lipski. “Com o apoio das cooperativas, o pequeno produtor rural cooperado consegue, por exemplo, exportar parte de sua produção, chegando a mercados que nunca chegaria, caso atuasse sozinho”, ressalta o diretor.


Perspectivas são boas para 2019

O presidente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken, disse que o setor trabalhou incansavelmente na busca de medidas de apoio ao setor, e afirma ter perspectivas positivas para o decorrer deste ano, até o final de 2019. “Para o segundo semestre há boas expectativas. Com a aprovação das reformas da Previdência e Tributária, haverá melhoria nos mercados. E as cooperativas poderão se beneficiar, especialmente com recuperação dos preços das carnes e das cotações internacionais das commodities. Enfim, encerramos um semestre de muito trabalho e consequentes realizações que, com certeza, irão dar condições para que o cooperativismo cresça ainda mais”, informou. 




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